A seguir:
- Roubos de criptomoedas já somam mais de US$ 700 milhões e atingem investidores comuns.
- Criminosos combinam fraudes digitais, vazamentos de dados e violência física.
- Dicas de segurança contra roubos de criptomoedas.
Os roubos de criptomoedas avançam rapidamente e já provocam perdas bilionárias em todo o mundo.
À medida que mais pessoas acumulam ativos digitais, criminosos ampliam estratégias e passam a combinar ataques cibernéticos, golpes de engenharia social e até violência física. O resultado preocupa autoridades, empresas do setor e investidores comuns.
Embora o blockchain registre todas as transações de forma pública, isso não garante proteção às vítimas.
Pelo contrário, muitos acompanham o dinheiro roubado circular online, sem qualquer possibilidade real de recuperação.
Roubos de criptomoedas deixam vítimas impotentes
Helen e Richard, moradores do Reino Unido, vivenciaram esse cenário. Durante sete anos, o casal investiu em Cardano, acreditando no potencial de valorização do ativo digital.
Mesmo adotando cuidados básicos de segurança, criminosos acessaram a nuvem onde estavam dados sensíveis das carteiras.
Em fevereiro de 2024, após uma pequena transferência de teste, os hackers executaram o golpe. Todas as moedas foram enviadas para carteiras controladas pelos criminosos, em uma ação rápida e silenciosa.
Desde então, o casal acompanha a movimentação dos valores no blockchain, sem qualquer forma de bloqueio.
Segundo Helen, a sensação de impotência marca profundamente as vítimas. “Você vê o dinheiro ali, mas não consegue fazer nada”, relata.
Apesar de ter reunido relatórios policiais e técnicos, o casal ainda não identificou os responsáveis.
Explosão global dos roubos de criptomoedas
O avanço dos roubos de criptomoedas acompanha o crescimento do mercado. Estimativas globais indicam que cerca de 560 milhões de pessoas já possuem algum tipo de criptoativo. Com isso, a criminalidade encontrou um terreno fértil.
Em 2025, criminosos roubaram mais de US$ 3,4 bilhões em criptomoedas, segundo dados da Chainalysis.
Embora grandes plataformas sofram os maiores ataques, o número de golpes contra investidores individuais também aumentou de forma expressiva.
Pesquisas mostram que esses ataques dobraram em apenas três anos, saltando de 40 mil casos em 2022 para cerca de 80 mil no ano passado.
Aproximadamente 20% de todo o valor roubado veio diretamente de pessoas físicas, o que representa pelo menos US$ 713 milhões.
Investidores viram alvo preferencial dos criminosos
Especialistas apontam que melhorias na segurança de grandes empresas empurraram os criminosos para alvos mais vulneráveis. Investidores individuais, muitas vezes sem estrutura técnica, passaram a figurar no centro dos ataques.
Além de fraudes digitais, surgem relatos de coerção física. Esses crimes ficaram conhecidos como “ataques com chave-inglesa”, quando criminosos ameaçam vítimas para forçar a entrega das chaves privadas.
Casos recentes na Espanha, França e Estados Unidos mostram um padrão alarmante. Em algumas situações, os ataques envolveram sequestros, invasões domiciliares e até assassinatos ligados a roubos de criptomoedas.
Vazamentos de dados alimentam os roubos de criptomoedas
Outro fator que impulsiona esse tipo de crime envolve vazamentos de dados em larga escala. Informações pessoais, hábitos de consumo e até listas de grandes investidores circulam no mercado ilegal.
Segundo especialistas em segurança digital, milionários em bitcoin se tornaram mais comuns, o que atrai ainda mais grupos criminosos. Bancos de dados roubados permitem que golpistas identifiquem alvos com precisão e personalizem ataques.
Essas informações também facilitam golpes contra usuários de plataformas conhecidas, resultando em perdas milionárias sem que as vítimas percebam imediatamente.
Dicas de segurança contra roubos de criptomoedas
Diante do avanço dos roubos de criptomoedas, medidas básicas que podem reduzir riscos. A principal delas envolve não armazenar chaves privadas ou frases de recuperação em serviços de nuvem, como e-mails ou drives online.
Em vez disso, a recomendação é anotar as chaves privadas em papel e guardá-las em local seguro dentro de casa, longe de qualquer acesso remoto.
Além disso, especialistas indicam o uso de autenticação em duas etapas, dispositivos físicos de custódia e a separação dos valores em diferentes carteiras.
Essas medidas não eliminam totalmente os riscos, mas dificultam a ação criminosa e reduzem o impacto dos roubos de criptomoedas sobre investidores individuais.




