ZCash Brasil no Discord.

Investidor é torturado por bandidos atrás de R$ 45 milhões em criptomoedas

Empreendedor é mutilado em sequestro envolvendo milhões em criptomoedas. Caso alerta para violência crescente envolvendo ativos digitais.

Sequestrador segurando faca com sangue. Imagem: IA.

Na última semana, um homem de 60 anos foi sequestrado na França por criminosos que buscavam extorquir milhões em criptomoedas.

A vítima, pai e sócio de um conhecido empreendedor do setor cripto, foi abordada por indivíduos mascarados na manhã do dia 1º de maio.

Forçado a entrar em uma van e levado a uma casa no subúrbio de paris, o homem foi mantido em cativeiro sob tortura.

Além de mantê-lo sob péssimas condições, em meio à diversas formas de agressão física, os bandidos mutilaram um dos dedos da vítima. O objetivo era pressionar o filho a transferir de 5 a 7 milhões de euros em criptomoedas, valor que equivale a cerca de 32 a 45 milhões de reais.

Contudo, apesar da violência, o resgate não foi pago. A polícia francesa conseguiu localizar e resgatar a vítima no sábado (4).

Como resultado, pelo menos quatro suspeitos foram presos na operação e, por questões de segurança, as autoridades optaram por não divulgar a identidade do homem sequestrado.

Caso semelhante ocorreu em São Paulo: Empresário perdeu milhões em criptomoedas

Em março deste ano, um caso similar ocorreu na cidade de São Paulo. No entanto, o desfecho envolveu a perda de R$ 250 milhões em criptomoedas.

Na ocasião, o empresário espanhol Rodrigo Pérez Aristi Sá, de 25 anos, foi sequestrado por dois homens armados que utilizavam uniformes falsos da Polícia Civil.

Levado para um cativeiro em Mogi das Cruzes, o homem foi mantido algemado, dopado e foi agredido durante cinco dias enquanto os sequestradores movimentavam milhões de suas contas.

Em uma fuga digna de filme, Rodrigo foi capaz de entrar em contato com a polícia, que prendeu um dos suspeitos em flagrante.

Contudo, para a surpresa de todos, após o resgate foi apurado que o empresário sequestrado é investigado por crimes financeiros na América do Sul. Leia a matéria completa:

Sequestros por criptoativos crescem globalmente

Reportagens do The Guardian e da BBC revelam que o caso do empresário francês é apenas mais um de uma série de sequestros violentos envolvendo investidores e fundadores de empresas de criptomoedas.

Entre os casos recentes está o do cofundador da Ledger, David Balland, e sua esposa, também sequestrados na França. O casal sofreu agressões semelhantes, incluindo a mutilação de um dedo de Balland. Os criminosos exigiam 10 milhões de euros em resgate. As vítimas foram libertas dias depois, e os responsáveis presos.

Outro episódio relatado envolve o pai de um influenciador cripto baseado em Dubai, que foi sequestrado, espancado e mantido preso na mala de um carro até ser resgatado na Normandia.

Ameaças exigem novas medidas de proteção

Com a escalada de crimes físicos ligados ao universo digital, especialistas em segurança e blockchain vêm alertando para a urgência de reforçar não só a cibersegurança, mas também a proteção pessoal dos investidores.

A descentralização — um dos pilares que tornam as criptomoedas atraentes — também representa um ponto crítico de vulnerabilidade. Ao contrário de sistemas financeiros tradicionais, ativos digitais como o Bitcoin (BTC) não contam com intermediários centralizados que possam reverter transações ou rastrear valores transferidos de forma eficaz em caso de extorsão ou roubo.

Além disso, o crescimento do número de figuras públicas que expõem seus investimentos online, seja por influência ou marketing pessoal, aumenta a visibilidade e o risco de se tornarem alvos de ataques direcionados.

Muitos desses crimes envolvem invasões domiciliares, sequestros e violência física. O objetivo geralmente é forçar transferências instantâneas de ativos — que, uma vez enviadas, são praticamente impossíveis de recuperar.

Diante desse cenário, especialistas recomendam que figuras do ecossistema cripto adotem estratégias de segurança combinadas. Isso inclui o uso de carteiras frias (cold wallets), autenticação multifator, anonimato em redes sociais, protocolos de emergência familiar e até mesmo treinamento tático em situações de risco.

Além disso, cresce o debate sobre a necessidade de cooperação internacional entre plataformas, governos e autoridades policiais. Dessa forma, é possível criar mecanismos legais e tecnológicos que desestimulem esse tipo de crime.

Última atualização em 27/05/25 por Viviane Pedro

Avatar de TechCripto

Escrito por