A plataforma de inteligência regulatória, RegDoor, lançou a lista “Regulatory Top Voices LATAM”, reunindo reguladores, advogados e lideranças de associações que definem as regras para ativos digitais na região.
A seguir:
- Quem são os profissionais do Banco Central e da CVM que aparecem no levantamento
- Por que esse mapeamento importa agora, com a implementação da regulação em curso no Brasil
- Como a RegDoor posiciona o Brasil no centro da agenda regulatória da América Latina
A RegDoor, plataforma europeia de inteligência regulatória para ativos digitais e fintechs, lançou em abril de 2026 a lista “Regulatory Top Voices LATAM“.
O levantamento reúne profissionais diretamente envolvidos na formulação, interpretação e aplicação das regras para o setor cripto na região. São profissionais do Brasil, Argentina, México, Chile, Colômbia e Peru.
O timing não é por acaso. O Brasil vive o momento de implementação da sua regulação para prestadores de serviços de ativos virtuais, com o Banco Central assumindo papel central na supervisão do setor. Nesse contexto, saber quem são os atores que constroem as normas passou a ter valor estratégico direto para empresas do setor.
Reguladores do Banco Central e da CVM
O levantamento concentra parte relevante dos nomes no campo dos reguladores públicos. Pelo Banco Central do Brasil, aparecem quatro profissionais do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro (Denor): Antonio Marcos Guimarães, chefe adjunto do departamento; Fabio Araujo, economista da instituição; Mardilson Fernandes Queiroz, chefe de unidade do Denor; e Nagel Lisânias Paulino, chefe de subunidade do mesmo departamento.
Pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a lista inclui três nomes. João Accioly, diretor e atual presidente interino da autarquia, que também figura entre os investidores-anjo da própria RegDoor; Marina Copola, diretora da CVM; e Jorge Alexandre Casara, gerente de inteligência em supervisão de riscos estratégicos.
No campo associativo, o mapeamento inclui Julia Rosin, diretora-presidente da ABcripto (gestão 2026–2029), que também atua como consultora de regulação para a própria RegDoor.
Além dela, aparecem Renata Mancini, vice-presidente do conselho da ABcripto, e Vanessa Lopes Butalla, conselheira da ABFintechs.
No campo jurídico, a lista reúne cinco nomes ligados à estruturação de operações e à interpretação das normas. São eles: Cesar Carvalho (Baptista Luz Advogados), Jihane Halabi (Halabi Advogados), Marcelo de Castro Cunha Filho (Machado Meyer), Marcos Coelho da Rocha (Veirano Advogados) e Tatiana Guazzelli (Pinheiro Neto Advogados).
Brasil como referência regional: Por que o mapeamento importa agora
O Brasil concentrou nos últimos anos uma das agendas regulatórias mais ativas da América Latina para criptoativos. A regulação operacional foi publicada no fim de 2025 e entrou em vigor em fevereiro de 2026.
O desafio atual não é mais desenhar normas, mas colocá-las em prática com supervisão ativa do Banco Central e exigências de governança e compliance para as empresas. Nesse cenário, identificar quem formula e interpreta as regras virou parte da estratégia de crescimento de qualquer player do setor.
“A América Latina vive um momento decisivo na construção de regras para ativos digitais. O Brasil tem papel central nesse processo, tanto pela densidade técnica quanto pela velocidade de evolução”, afirma Nicole Dyskant, fundadora da RegDoor, no comunicado de lançamento da lista.
Além do Brasil, o levantamento inclui profissionais de Argentina, México, Chile, Colômbia e Peru. O movimento reflete a percepção de que a construção regulatória na região está cada vez mais coordenada, e que entender quem são os atores desse processo passou a ser tão importante quanto entender as normas em si.
Última atualização em 21/05/26 por Viviane Pedro


