O Blockchain.RIO 2026 divulgou as 13 trilhas de conteúdo do evento principal, marcado para 12 e 13 de agosto no ExpoRio, Rio de Janeiro.
Em sua quinta edição, o encontro consolida uma programação voltada para a agenda de infraestrutura financeira: tokenização, stablecoins, pagamentos globais, regulação, ativos digitais institucionais, inteligência artificial e empreendedorismo.
A seguir:
- As 13 trilhas e os parceiros institucionais de cada uma
- Por que a ABCripto escolheu o Blockchain.RIO como palco do Criptorama 2026
- O que a agenda revela sobre o momento do ecossistema cripto no Brasil
O evento integra a Blockchain Rio Week, que acontece de 11 a 13 de agosto e inclui o Financial Infrastructure Forum – LATAM no Museu do Amanhã e o Blockchain Leaders, encontro privado para executivos, investidores e formuladores de política pública.
As 13 trilhas e seus parceiros
Regulação e mercado financeiro
- Regulation Rocks, liderada pela FENASBAC (Federação Nacional de Associações dos Servidores do Banco Central), abordará sandboxes regulatórios e os caminhos para um sistema financeiro mais moderno e inclusivo. O timing é preciso: a trilha acontece dois meses após o Banco Central publicar a Resolução BCB 580, que enquadrou exchanges como instituições financeiras, e enquanto o PL 4308/24 sobre stablecoins ainda tramita no Congresso.
- CRIA, ligada ao Centro de Regulação e Inovação Aplicada da CVM, aprofunda o diálogo entre reguladores, mercado e inovação aplicada. A CVM reiterou em julho que derivativos e ações tokenizadas exigem sua autorização específica, tornando o debate entre regulação e inovação mais urgente do que nunca.
- Global Finance, em parceria com a ABRACAM (Associação Brasileira de Câmbio), examina a transformação dos fluxos financeiros globais, pagamentos digitais e o papel das stablecoins nos trilhos financeiros internacionais.
Stablecoins e infraestrutura on-chain
- StableCon Brazil é dedicada ao avanço das stablecoins, liquidação financeira, adoção institucional e o futuro do dinheiro on-chain. A trilha chega num momento em que stablecoins já respondem por 90% das transações cripto reportadas à Receita Federal e a Tether acaba de aportar R$ 100 milhões no Mercado Bitcoin.
Cripto e blockchain
- Criptorama, evento anual da ABCripto, terá palco exclusivo no Blockchain.RIO pela primeira vez. A trilha cobre blockchain, tokenização, DeFi, criptomoedas, novos projetos e tendências da criptoeconomia.
- Blockchain Insights e Crypto Summit complementam essa frente com debates técnicos e de mercado sobre o próximo ciclo do setor.
Tecnologia e inovação
- AI Frontiers, curada pelo Cultura Builder, debate inteligência artificial, automação e agentes inteligentes, num momento em que IA é o tema central das demissões em massa na big tech e da transformação operacional de bancos e fintechs.
- LFDT (Linux Foundation Decentralized Trust) destaca o papel do código aberto no desenvolvimento de blockchain corporativa usada por empresas e governos, numa discussão que conecta diretamente ao debate sobre blockchains públicas versus privadas levantado pelo JPMorgan em julho.
- Trends mapeia inovações emergentes e novos modelos de negócio.
Regional, empreendedorismo e academia
- Fórum Latam conecta lideranças do Brasil e de países latino-americanos para debater a evolução das finanças digitais na região.
- SEBRAE aproxima blockchain e finanças digitais de pequenos negócios e empreendedores, traduzindo a agenda técnica para aplicações práticas no ambiente empresarial.
- Fórum Blockchain Academia x Indústria é a novidade da edição. O espaço é dedicado à apresentação de pesquisas em blockchain desenvolvidas por grupos acadêmicos, criando ponte entre conhecimento científico e demandas reais da indústria.
O que a programação revela sobre o momento do setor
“As 13 trilhas do Blockchain.RIO 2026 mostram que a blockchain deixou de ser uma discussão isolada de tecnologia e passou a ocupar uma agenda central de infraestrutura financeira, regulação, inovação e competitividade. O Brasil tem condições de liderar essa conversa na América Latina”, afirmou Francisco Carvalho, fundador e CEO do Blockchain.RIO.
A curadoria deste ano é a mais institucionalizada da história do evento, com participação de FENASBAC, ABRACAM, CVM, ABCripto, Linux Foundation e SEBRAE. Isso reflete o momento do setor: blockchain e ativos digitais deixaram de ser pauta de nicho e entraram na agenda de reguladores, bancos centrais, associações setoriais e formuladores de política pública.


