O amplo acesso à Inteligência Artificial (IA) generativa tem ajudado profissionais de todas as áreas a economizar tempo e ampliar suas capacidades nos últimos anos. Contudo, quase 1 em cada 3 profissionais admite alimentar as novas tecnologias com dados confidenciais.
Calma, isso não quer dizer que um terço dos profissionais são mal-intencionados. Afinal, essa tendência pode ser explicada pela falta de conhecimento sobre os riscos relacionados às ferramentas de inteligência artificial.
Ao menos, é o que mostra um novo estudo realizado com 11.500 trabalhadores de escritórios em 11 países, incluindo o Brasil.
63% dos trabalhadores não sabe que dados inseridos em IA podem vazar publicamente
De acordo com a pesquisa divulgada nesta semana pela Veritas Technologies, mais de 70% funcionários de escritório admitem usam ferramentas generativas de IA, como o ChatGPT, Gemini e outros, em suas tarefas diárias.
Desses, 31% dos entrevistados admitiu que alimenta as inteligências artificiais com informações potencialmente confidenciais de clientes, informações sobre funcionários e dados financeiros da empresa. Ou seja, quase 1 em cada 3 funcionários pode estar vazando dados confidenciais.
No entanto, o que impressiona é que 61% dos entrevistados não reconhece que essas informações podem vazar publicamente. Além disso, 63% não entende como isso poderia afetar a conformidade com regulamentos de privacidade de dados.
Por outro lado, enquanto grande parte dos trabalhadores não entende os riscos envolvidos com as novas tecnologias que temos disponíveis atualmente, há também os antagonistas da IA.
E então, devemos proibir o uso de IA no trabalho?

O estudo revelou que quase um quarto (23%) dos trabalhadores não utiliza estas ferramentas, e até acredita que seu uso pelos colegas de trabalho é errado e diz que seus salários deveria ser reduzido por isso.
A resposta curta é “não”, afinal, se usada com responsabilidade, a IA generativa pode trazer diversos benefícios para a produtividade, aprendizado e extensão de capacidades cognitivas dos seres humanos. Contudo, a falta de orientação é um fator crítico.
Sem diretrizes claras sobre o uso da IA generativa, não é de se surpreender que a sociedade como um todo acabe utilizando a ferramenta de maneiras arriscadas para si ou para a empresa que trabalham.
A questão, portanto, não é sobre proibição, mas sobre estabelecer políticas eficazes e orientações sobre o uso responsável da IA. Inclusive, é isso que desejam os trabalhadores.
O grande vilão da história
Mais de 77% dos entrevistados desejam diretrizes, políticas ou treinamento para aprimorar o uso de IA generativa em suas organizações, aponta a pesquisa conduzida em dezembro de 2023, com trabalhadores na Austrália, Brasil, China, França, Alemanha, Japão, Singapura, Coreia do Sul, Emirados Árabes, Reino Unido e Estados Unidos.
“A mensagem é clara: desenvolver cuidadosamente e comunicar claramente diretrizes e políticas sobre o uso apropriado de IA generativa, e combinar isso com o conjunto certo de ferramentas de governança e conformidade de dados para monitorar e gerenciar sua implementação e aplicação contínua. Seus funcionários agradecerão e sua organização poderá aproveitar os benefícios sem aumentar o risco”
– apontou Gustavo Leite, vice-presidente para América Latina da Veritas Technologies.
Afinal, quem nunca recorreu ao ChatGPT para tirar uma dúvida?
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Última atualização em 04/03/24 por TechCripto


