Começar a investir em cripto não é uma tarefa fácil. São milhares de criptomoedas com características, potenciais e utilidades diferentes. Portanto, é comum que investidores iniciantes cometam erros.
Para evitá-los, nada substitui o bom e velho estudo somado a bastante leitura e acompanhamento das notícias.
Além disso, também é importante investir com estratégia e preparar o psicológico, pois da mesma maneira como o mercado cripto oferece muitas oportunidades de ganho, também pode causar perdas.
Confira abaixo os principais erros que os investidores iniciantes cometem em cripto e as melhores estratégias para evitá-los.
1 – Ignorar os riscos
Na busca por retorno, o investidor inexperiente pode se esquecer que as criptomoedas são ativos de renda variável. Como o próprio nome diz, a renda variável varia, e nem sempre para cima.
Considerando que há possibilidade de perda, o investidor deve sempre investir apenas uma quantidade de dinheiro que não vá fazer falta no seu dia-a-dia.
Fora isso, ele também deve aprender a fazer algo chamado gestão de risco. Isso significa nunca investir mais do que você pode perder, usar ordens automáticas de “stop” para limitar perdas e diversificar os investimentos em mais de um criptoativo.
2 – Ser vítima do FOMO
Todo investidor cripto já se deparou com a sigla FOMO, que significa “Fear of Missing Out” ou medo de perder uma oportunidade.
Ao ver amigos e conhecidos ganhando muito dinheiro com bitcoin (BTC), ether (ETH) ou outras criptomoedas, a pessoa decide comprar pelo medo de ser o único que não está ganhando com um ativo.
O problema é que muitas vezes as pessoas exageram os ganhos ou mesmo que estejam falando a verdade, podem ter comprado em momentos muito melhores.
Ao sucumbir ao desejo de ganhar como os outros, os investidores iniciantes tomam uma decisão irracional e podem comprar um criptoativo no topo.
É verdade que até hoje nenhum investidor que comprou bitcoin e manteve por mais de três anos teve prejuízo, mas isso não vale para as demais criptomoedas e desempenho passado não é garantia de rentabilidade futura.
O melhor é fazer sua própria pesquisa e acompanhar indicadores do mercado. A corretora Coinext, por exemplo, cita o índice Fear & Greed, que vai de 1 a 100 pontos. Quanto mais perto de 1, maior é a prevalência do medo nos investidores, o que costuma ser um bom momento para compras.
Afinal, o objetivo de todo investidor é comprar na baixa e vender na alta.
3 – Negociação excessiva
Paciência é uma virtude importante para o investidor cripto. Ao ver sua criptomoeda subir, ele pode ser tentado a vender ao menor lucro ou largar a posição com uma queda mínima de 2%, por exemplo.
O problema é que ao fazer isso ele incorrerá em taxas de transação. Toda vez que um investidor vende uma criptomoeda, a operação paga uma taxa na corretora. Isso significa que sair de uma posição muito cedo pode até apagar os ganhos.
Isso sem falar do Imposto de Renda sobre ganho de capital que precisará ser pago se a transação somar mais de R$ 35 mil.
Portanto, o ideal é que o investidor faça menos operações, buscando maximizar lucros e minimizar prejuízos.
4 – Cuidado com a custódia
No mercado cripto os veteranos costumam defender a autocustódia de criptomoedas, principalmente com carteiras frias (cold wallets) desconectadas da internet.
Para fazer isso, o usuário deve comprar uma carteira física deste tipo, como Ledger, Trezor ou Tangem.
Com a autocustódia, o investidor se protege totalmente do risco da corretora. Se a empresa na qual você comprou suas moedas digitais falir nada acontece com os seus ativos.
Contudo, a responsabilidade passa para o usuário. É impossível recuperar a chave de 24 palavras de uma carteira cripto.
Ou seja, se não anotou e guardou em lugar seguro pode perder permanentemente o acesso a todos os ativos.
Não adianta mandar e-mail para a fabricante da carteira. E se deixar em um local de muito fácil acesso, há risco de que alguém encontre e roube a carteira.
Isso significa que a autocustódia é interessante, mas não é qualquer um que consegue fazer. Se está começando, o melhor é deixar o dinheiro na corretora mesmo.
5 – Ser vítima de golpes
Dinheiro fácil não costuma ser algo realista. Em cripto, ganhos elevados vêm às custas de riscos elevados.
Qualquer oferta de investimento com rendimento garantido de 5% ou mais por mês deve ser encarada como golpe.
Na hora de escolher uma corretora, os investidores iniciantes deve buscar as mais reconhecidas do mercado. E deve dar preferência àquelas que possuem suporte ao consumidor e são reguladas no país.
Atenção principalmente a investimentos que não permitem que o investidor saque seus fundos por um período muito longo. A corretora sempre deve permitir o saque do principal investido.




