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Brasil chega a 29 milhões de pessoas com criptomoedas em 2026

Adoção de criptomoedas no Brasil chega a 17,2% da população, enquanto 66,4% dos brasileiros afirmam conhecer os ativos digitais.

Adoção de criptomoedas no Brasil cresce e alcança quase 29 milhões de brasileiros em 2026.

A seguir:

  1. A adoção de criptomoedas no Brasil alcança 17,2% da população, equivalente a quase 29 milhões de pessoas que possuem ou já possuíram ativos digitais.
  2. O conhecimento sobre criptomoedas chegou a 66,4% dos brasileiros, avanço de 10,1 pontos percentuais em relação a 2025.
  3. A adoção de criptomoedas no Brasil também aparece no debate eleitoral, já que 65,8% dos eleitores consideram importante votar em candidatos comprometidos com a proteção dos direitos dos usuários de criptoativos.

A adoção de criptomoedas no Brasil ganhou força em 2026 e já alcança diferentes perfis de renda, segundo a 2ª Pesquisa Nacional de Criptomoedas. O levantamento aponta que 17,2% dos brasileiros possuem ou já possuíram ativos digitais, percentual equivalente a quase 29 milhões de pessoas.

A pesquisa, realizada pela Paradigma Education em parceria com o Datafolha e com patrocínio da Coinbase, ABCripto e Hashdex, também identificou um avanço no conhecimento da população sobre o setor. Atualmente, 66,4% dos brasileiros afirmam conhecer as criptomoedas, alta de 10,1 pontos percentuais em comparação com 2025.

Os números indicam, portanto, que o mercado começa a ultrapassar um público tradicionalmente associado aos investimentos digitais. Além disso, questões como educação financeira, facilidade de acesso, regulamentação e representação política ganham espaço conforme mais brasileiros entram nesse ecossistema.

Adoção de criptomoedas no Brasil avança entre diferentes rendas

Um dos dados que chama atenção envolve o perfil financeiro dos investidores. Segundo o estudo, 77,6% das pessoas que já investiram em criptomoedas recebem até três salários mínimos. O resultado contraria a percepção de que esse mercado permanece concentrado exclusivamente entre brasileiros de maior renda.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios durante maio de 2026. Entre os recortes analisados, o maior crescimento no conhecimento sobre criptomoedas nos últimos 15 meses, considerando a escolaridade, ocorreu entre pessoas que possuem apenas o Ensino Fundamental.

Apesar desse avanço, obstáculos importantes ainda dificultam uma expansão maior. Entre aqueles que conhecem criptomoedas, mas nunca investiram, 77% apontam a complexidade da tecnologia como uma barreira, enquanto 42% mencionam a falta de informação.

Dessa forma, a evolução da adoção de criptomoedas no Brasil também coloca a educação sobre ativos digitais no centro da discussão. Quanto mais o setor alcança novos públicos, maior se torna a necessidade de simplificar conceitos, ferramentas e formas de acesso.

Criptomoedas começam a ganhar espaço na economia real

A pesquisa também identificou mudanças na maneira como os brasileiros enxergam os ativos digitais. Aos poucos, o público deixa de relacionar criptomoedas somente à especulação e passa a reconhecer possíveis aplicações desses ativos na economia real.

Esse movimento aparece, por exemplo, no Centro-Oeste. De acordo com o levantamento, a região registrou o maior crescimento da adoção, impulsionado principalmente pelo agronegócio. Ao mesmo tempo, a percepção de risco relacionada ao setor diminuiu.

Para Fabio Plein, diretor regional da Coinbase para as Américas, o mercado brasileiro entrou em uma nova etapa. Segundo o executivo, o avanço do conhecimento e da adoção acompanha aplicações como pagamentos com stablecoins e tokenização do sistema financeiro.

Samir Kerbage, CIO da Hashdex, também relaciona os resultados ao amadurecimento do setor. Na avaliação do executivo, a ampliação do conhecimento, a entrada de diferentes perfis de renda e o desenvolvimento de aplicações práticas aproximam os criptoativos da realidade financeira dos brasileiros.

Bancos se tornam porta de entrada para criptomoedas

Outro ponto relevante envolve a integração entre criptomoedas e instituições financeiras tradicionais. Em uma pergunta de múltipla escolha, 83% dos investidores indicaram o aplicativo do banco como porta de entrada para a compra de criptomoedas.

Enquanto isso, 26% citaram carteiras próprias e 20% afirmaram comprar diretamente por meio de exchanges ou corretoras especializadas. Os números mostram como os serviços relacionados aos ativos digitais começam a aparecer em canais financeiros já conhecidos pelos consumidores.

As preferências de investimento também apresentam diferenças. Entre brasileiros que conhecem criptomoedas, 43% consideram as ações negociadas em bolsa como a alternativa com maior potencial de retorno no longo prazo. Em seguida aparecem a poupança, com 30%, e as criptomoedas, com 24%.

Ainda assim, a adoção de criptomoedas no Brasil pode continuar crescendo nos próximos anos. Três em cada dez brasileiros familiarizados com esses ativos pretendem investir nos próximos dois anos. Entre aqueles que já possuem criptomoedas, o percentual chega a 63%.

Adoção de criptomoedas no Brasil chega ao debate eleitoral

Além das questões financeiras, a pesquisa encontrou sinais de que o tema começa a aparecer também nas decisões políticas dos usuários. Segundo o levantamento, 65,8% dos eleitores consideram importante votar em candidatos comprometidos com a proteção dos direitos dos usuários de criptomoedas.

Julia Rosin, diretora-presidente da ABCripto, associa esse resultado ao crescimento do uso dos ativos digitais. Conforme as pessoas passam a incorporar criptomoedas à rotina financeira, temas relacionados à regulamentação e aos direitos dos investidores também ganham relevância no debate público.

No campo econômico, a inflação continua entre as principais preocupações. No Sudeste, ela foi mencionada por 43,1% dos entrevistados. Já no Centro-Oeste, 37% demonstraram preocupação com o aumento de impostos, enquanto 29,3% citaram o receio de um novo confisco do dinheiro guardado.

Assim, a 2ª Pesquisa Nacional de Criptomoedas apresenta um mercado que passa por uma transformação importante. O aumento do conhecimento, a expansão entre brasileiros de menor renda e a aproximação com bancos e aplicações cotidianas mostram que os ativos digitais alcançam um público cada vez mais amplo no país.

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