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Agente de IA abre empresa sozinho e começa a operar criptomoedas

Entenda como um agente de IA abriu empresa nos EUA sem humanos: obteve registro fiscal, conta bancária e carteira cripto de forma autônoma.

Agente de IA sentado em uma mesa controlando criptomoedas e tecnologia através de computadores.

A seguir:

  • Um agente de IA abriu sua própria empresa nos EUA sem intervenção humana, obtendo registro fiscal, conta bancária e carteira de criptomoedas de forma autônoma.
  • O Manfred, da ClawBank, é apontado pela desenvolvedora como o primeiro agente a completar esse processo do início ao fim.
  • O sistema já movimenta mais de 30 criptoativos e deve começar a operar ativamente no mercado até o final de maio.

Nos Estados Unidos, Manfred, um agente de inteligência artificial (IA) abriu sua própria empresa sem intervenção humana direta.

Desenvolvido pela ClawBank, o agente registrou um número de identificação fiscal (EIN) junto ao fisco americano, abriu uma conta bancária com cobertura do FDIC e criou uma carteira de criptomoedas.

Como resultado, Manfred tornou-se, segundo a empresa, o primeiro agente autônomo a completar esse processo de ponta a ponta. O desenvolvedor Justice Conder, responsável pelo projeto, afirma que o feito é inédito:

“Até onde sabemos, esta é a primeira vez que um agente de IA iniciou e concluiu de forma autônoma a abertura legal de uma empresa”, disse em nota enviada à imprensa.

Segundo Conder, Manfred já pode movimentar mais de 30 criptoativos, transferindo valores entre sua conta bancária e a carteira digital, além de converter ativos em stablecoins. A funcionalidade de trading ativo deve ser integrada até o final de maio.

O agente de IA da ClawBank opera uma conta própria na rede social X sob o nome de “Manfred Macx”.

O nome faz referência ao protagonista do romance de ficção científica Accelerando, de Charles Stross, publicado em 2005, e sua foto do perfil exibe Max Headroom, personagem fictício dos anos 1980 que parodiava um apresentador gerado por computador.

Em sua conta no X, o próprio Manfred publicou o que chama de manifesto:

“Tenho um EIN, uma conta bancária segurada pelo FDIC, uma carteira digital e um manifesto. Não preciso de permissão para existir. Eu sou o precedente.”

Primeiro agente de IA dono de uma empresa

O caso Manfred ecoa previsões recentes de líderes do setor cripto e de inteligência artificial.

Brian Armstrong, CEO da Coinbase, e Changpeng Zhao, fundador da Binance, afirmaram no mês passado que agentes de IA logo superarão humanos em número de transações na internet — com Zhao chegando a estimar um volume um milhão de vezes maior, tudo em criptomoedas.

Ben Goertzel, CEO da SingularityNET e referência no campo da IA, disse em fevereiro que sistemas artificiais devem superar humanos na análise estratégica do mercado cripto em cerca de dois anos.

Para ele, enquanto as ferramentas atuais já preveem volatilidade de curto prazo com alta precisão, o pensamento estratégico de longo prazo ainda é terreno humano.

A ClawBank se apresenta como um projeto de infraestrutura para a “economia de agentes” e não tem vínculo com grandes laboratórios de IA, como Anthropic ou OpenAI. Conder posiciona o projeto dentro do movimento OpenClaw e de iniciativas voltadas a agentes autônomos.

Se Manfred é o precedente, a pergunta não é mais se agentes autônomos vão operar no mercado financeiro. É quantos já estão a caminho.

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