A seguir:
- Bitcoin em fevereiro segue padrão histórico de correção
- ETFs influenciam o preço no curto prazo
- Incerteza global impacta o sentimento do mercado
O Bitcoin em fevereiro, enfrenta um período de pressão que já apareceu em ciclos anteriores.
De acordo com a análise feita pelo Rony Szuster, Head de Research do MB | Mercado Bitcoin, o investidor atento entende que o mercado funciona em ondas e, por isso, avalia contexto, histórico e fluxo de capital antes de tomar decisões.
Agora, mais do que prever o próximo movimento, importa compreender em que etapa do ciclo o Bitcoin se encontra.
Rony menciona que, quando analisamos o comportamento histórico do Bitcoin, identificamos um padrão recorrente de correções que duram entre 12 e 13 meses.
Esse intervalo apareceu nos ciclos de 2013–2015, 2018–2019 e 2021–2022. Portanto, ao observar o topo recente na faixa dos US$ 126 mil, o mercado projeta que o movimento de ajuste ainda pode se estender por alguns meses.

Bitcoin em fevereiro e o padrão histórico de queda
O Bitcoin em fevereiro reflete uma dinâmica que combina fatores técnicos e macroeconômicos.
Historicamente, o ativo digital apresenta ciclos bem definidos: euforia, topo, correção prolongada e retomada gradual.
A análise feita pelo Head de Research do MB informa que o tempo médio dessas correções reforça a leitura de que o mercado opera dentro de um comportamento cíclico previsível em termos de duração, ainda que imprevisível no curto prazo.
Ao comparar ciclos anteriores, percebemos que o período de baixa costuma gerar incerteza extrema.
No entanto, esses momentos também estruturam as bases do próximo movimento de alta. Por isso, investidores experientes acompanham métricas de fluxo e posicionamento institucional para identificar sinais de estabilização.
Bitcoin vs. ouro: mudança no ciclo
Para Rony Szuster, quando medimos o Bitcoin em fevereiro em relação ao ouro, o cenário ganha nova perspectiva.
O ouro atua historicamente como reserva de valor tradicional, enquanto o Bitcoin consolidou a narrativa de “ouro digital”.
Contudo, neste ciclo específico, o topo do Bitcoin medido em ouro ocorreu antes do topo medido em dólar.
Essa diferença altera a leitura do ciclo. Se o padrão histórico medido contra o ouro se repetir, o mercado pode estruturar um fundo próximo ao início de 2026.
Portanto, o investidor precisa considerar não apenas o preço em dólar, mas também o desempenho relativo frente a ativos defensivos.
Além disso, a recente valorização do ouro indica que parte do capital buscou proteção diante da instabilidade global.
Consequentemente, o Bitcoin sofreu maior pressão quando comparado ao metal precioso do que quando comparado à moeda americana.

Incerteza global impacta o Bitcoin em fevereiro
O Bitcoin em fevereiro também reflete um ambiente macroeconômico mais tenso. Desde o início do novo mandato de Donald Trump, o cenário internacional convive com disputas comerciais, embates institucionais e tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, China e Irã.
Esse contexto elevou os indicadores de incerteza no mercado cripto. Quando a volatilidade aumenta, investidores reduzem exposição a ativos considerados mais arriscados.
Assim, parte do capital migra para ativos tradicionais de proteção, como o ouro, enquanto o Bitcoin enfrenta saídas momentâneas, conforme análise compartilhada pelo Rony Szuster.
Importante destacar que incerteza não elimina fundamentos, mas altera o comportamento de curto prazo. Historicamente, períodos de medo intenso precederam movimentos expressivos de recuperação.
ETFs e o fluxo de capital institucional
O avanço dos ETFs ampliou o acesso institucional ao Bitcoin. Para o Head de Research do MB, antes, grandes fundos enfrentavam barreiras tecnológicas e operacionais.
Agora, gestores compram exposição ao ativo digital com a mesma facilidade de uma ação listada.
Desde novembro, aproximadamente US$ 7,8 bilhões deixaram os ETFs, de um total próximo a US$ 61,6 bilhões.
Embora o percentual represente cerca de 12%, o impacto no preço ocorre porque o mercado reage ao fluxo marginal — ou seja, ao dinheiro que entra ou sai naquele momento.
Quando investidores resgatam cotas, o ETF vende Bitcoin no mercado à vista, pressionando o preço.
Contudo, nem todo capital institucional possui perfil especulativo. Parte mantém estratégia de longo prazo e tende a permanecer posicionada mesmo em fases de correção.
Baleias e posicionamento estratégico no Bitcoin em fevereiro
O comportamento das chamadas baleias oferece sinais relevantes sobre o Bitcoin em fevereiro. Esses grandes detentores, geralmente com 1.000 BTC ou mais, influenciam a liquidez e tendência.
Enquanto investidores de varejo reagem ao medo, baleias costumam acumular em momentos de estresse.
Um exemplo recente envolve a Mubadala Investment Company, fundo soberano de Abu Dhabi, que ampliou sua exposição a ETFs de Bitcoin para além de US$ 1 bilhão no final de 2025 e início de 2026. Esse movimento reforça a visão institucional de longo prazo, de acordo com a análise.
Grandes players enxergam o Bitcoin como ativo estratégico, não apenas como operação especulativa. Portanto, o fluxo dessas entidades ajuda a entender possíveis zonas de fundo.

Estratégia prática diante do Bitcoin em fevereiro
Diante do cenário atual, o investidor que acompanha o Bitcoin em fevereiro precisa agir com disciplina.
Em vez de tentar prever o fundo exato, muitos optam por aportes fracionados. Essa estratégia dilui risco, reduz ansiedade e constrói preço médio competitivo.
No ciclo anterior, quem acumulou gradualmente durante a fase de medo e realizou lucros parciais na euforia capturou retornos expressivos sem depender de timing perfeito.
Assim, a lógica permanece válida: consistência supera tentativa de acerto absoluto.
Por fim, Rony Szuster afirma que o mercado apresenta dois caminhos possíveis: extensão da pressão por alguns meses ou aproximação da virada de ciclo. Em ambos os casos, a região atual favoreceu historicamente a construção de posições estratégicas.


