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Bradesco e Itaú testam pagamentos com Ethereum

Bradesco e Itaú vão testar pagamentos internacionais com Ethereum em projeto global da Swift.

Bradesco e Itaú testam pagamentos com Ethereum.imagem: IA

Bradesco e Itaú Unibanco anunciaram que participarão de testes internacionais com a rede Swift utilizando a blockchain Ethereum.

O projeto, revelado durante a conferência Sibos em Frankfurt, marca um avanço estratégico na modernização dos sistemas de pagamento global.

Dessa forma, os dois bancos brasileiros se juntam a mais de 30 instituições financeiras para explorar uma infraestrutura digital que promete liquidações em tempo real, 24 horas por dia, sete dias por semana.

Bancos brasileiros aderem à nova blockchain da Swift

A iniciativa da Swift busca criar uma rede interoperável para pagamentos internacionais, baseada em tecnologia blockchain. Assim sendo, a proposta é integrar sistemas legados com redes descentralizadas, como o Ethereum, para acelerar transações e reduzir custos operacionais.

Ethereum como base para liquidações globais

A escolha do Ethereum como plataforma principal se deve à sua escalabilidade e flexibilidade. Inclusive, o projeto conta com o apoio da Consensys, empresa especializada em soluções sobre essa blockchain.

Dessa forma, os bancos poderão utilizar contratos inteligentes para validar e aplicar regras automaticamente às transações, sem depender de processos manuais.

Participação estratégica do Brasil

Bradesco e Itaú representam o Brasil no grupo de testes da Swift. Segundo Marina Veasey, diretora do Bradesco, a colaboração reforça o compromisso com a inovação e a eficiência nos serviços financeiros.

Já o Itaú vê na iniciativa uma oportunidade de ampliar sua atuação internacional, alinhando-se às tendências tecnológicas do setor bancário.

Como funcionará a nova infraestrutura de pagamentos

A Swift está desenvolvendo um livro-razão digital que funcionará como extensão de sua atual rede de mensagens. Sendo assim, os bancos poderão liquidar valores tokenizados em tempo real, sem abrir mão dos sistemas fiduciários tradicionais.

Recursos e funcionalidades da rede

  • Contratos inteligentes para validação automática.
  • Liquidação de ativos tokenizados com segurança.
  • Operações 24/7 com rastreabilidade completa.
  • Interoperabilidade entre blockchains públicas e privadas.
  • Integração com sistemas bancários já existentes.

Desafios e metas da Swift

A interoperabilidade entre diferentes redes é um dos principais obstáculos. Dessa forma, a Swift trabalha com bancos centrais e comerciais para garantir que os ativos possam transitar com segurança.

Em resumo, o objetivo é criar uma infraestrutura robusta e adaptável às exigências regulatórias internacionais.

Impactos no mercado financeiro global

A adoção da blockchain pela Swift sinaliza uma mudança profunda na forma como os bancos lidam com pagamentos internacionais. Igualmente, o projeto está alinhado às diretrizes do Banco de Compensações Internacionais (BIS) e do G20, que buscam modernizar a infraestrutura financeira global.

Repercussão entre instituições financeiras

Mais de 30 bancos participam da iniciativa, incluindo nomes como JP Morgan, HSBC, Deutsche Bank, Santander, BNP Paribas e Wells Fargo.

O projeto ganha escala e legitimidade, com feedbacks já recebidos de 16 países. Por fim, a expectativa é que a fase de testes evolua para uma implementação definitiva nos próximos meses.

Perspectivas para o Brasil

A presença de Bradesco e Itaú no projeto reforça o papel do Brasil como protagonista na transformação digital do setor bancário.

Assim sendo, os testes com Ethereum podem abrir caminho para novas soluções em câmbio, remessas internacionais e serviços corporativos.

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