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Criptomoedas para novembro: análise e expectativas do mercado

Veja o que impulsiona criptomoedas para novembro e quais ativos ganham destaque neste mês.

Criptomoedas para novembro

As criptomoedas para novembro chegaram ao radar dos investidores após um outubro intenso, marcado por forte volatilidade. Mesmo diante de movimentos bruscos, o setor encerrou o mês com perspectivas positivas e atenção especial ao Bitcoin, Ethereum, Solana e outros ativos em ascensão.

A seguir, especialistas do mercado compartilham suas principais observações e apostas para este novo ciclo.

Segundo Paulo Camargo, embaixador da OKX e cofundador da Underblock, o cenário recente apresentou mudanças bruscas que exigiram atenção. Outubro trouxe uma nova máxima histórica para o Bitcoin, seguida de um forte flash crash. Esse movimento gerou o maior volume de liquidação de futuros já registrado no mercado. No entanto, apesar da volatilidade, o Bitcoin encerrou o mês próximo do valor observado no início do período, enquanto altcoins sofreram mais.

Ainda assim, o fechamento de outubro sinalizou avanços importantes que podem impulsionar as criptomoedas em novembro. Entre esses fatores, o FOMC anunciou mais um corte nos juros dos Estados Unidos, sugerindo o fim do ciclo de aperto monetário.

Houve progresso nos acordos comerciais entre EUA e China, o que reforça o apetite por risco nos mercados globais. Esses fatores devem impulsionar a recuperação do Bitcoin, que segue como nossa principal aposta para o mês de novembro. Além disso, a Solana registrou o lançamento de seu primeiro ETF à vista nos Estados Unidos, consolidando-se como um dos possíveis destaques para o próximo mês. – afirma Camargo

Solana ganha força com ETF

Outro ponto importante envolve a Solana. Em outubro, ocorreu o lançamento do primeiro ETF spot da rede nos Estados Unidos, consolidando a SOL como um possível destaque para novembro. O movimento reforça a confiança do mercado na rede, que já se destaca pela velocidade e por aplicações voltadas ao usuário final, como games e soluções de pagamento.

Além disso, avanços técnicos impulsionam sua atratividade. Entre eles, o novo cliente validador Firedancer e propostas para expansão da capacidade da rede. Esses aprimoramentos aumentam o potencial de valorização da SOL em momentos de maior apetite ao risco, ainda que o ativo mantenha volatilidade acima da média.

IA e cautela nas altcoins

O segmento de inteligência artificial, que mostrou leve impulso ao fim de outubro, também pode ganhar relevância entre as criptomoedas para novembro, caso o Bitcoin registre novas máximas. Entretanto, Camargo alerta que o risco permanece moderado para altcoins ligadas a essa área, exigindo cuidado na alocação de capital.

Para o Growth Manager da MEXC na América Latina, André Sprone, alguns ativos se destacam: Bitcoin, Ethereum, Solana, Ondo e Chainlink.

Confira o panorama a seguir:

Bitcoin (BTC) segue como referência

Os ETFs spot nos EUA facilitaram a entrada do investidor tradicional e hoje são um canal relevante de demanda; o IBIT (BlackRock) virou um dos maiores do segmento. Com a oferta nova menor após o halving em 2024, o BTC tende a concentrar fluxos de dentro do mercado cripto em cenários de incerteza, ainda que siga sensível a choques de energia/mineração e a movimentos de aversão a risco.

Ethereum (ETH)

É a infraestrutura fundamental de boa parte do que roda em cripto (como DeFi e, cada vez mais, tokenização). A aprovação e início de negociação dos ETFs de ether em 2024 abriram a porta para mais capital institucional, e em um momento de juros mais baixos, a tese de infraestrutura pode ajudar na valorização do ETH.

Solana (SOL)

A narrativa de velocidade e de oferta de apps para o usuário final (como games e pagamentos) segue forte. Avanços técnicos como o novo cliente validador Firedancer e propostas para aumentar a capacidade da rede vêm alimentando confiança, o que deixa a SOL com potencial de alta maior em janelas de apetite a risco, mas com volatilidade acima da média.

Ondo (ONDO)

A tese aqui é a tokenização de ativos do mundo real (RWAs). A Ondo integrou seu produto a fundos tokenizados como o BUIDL da BlackRock para liquidações mais rápidas, e o mercado passou a discutir até o uso do BUIDL como colateral em derivativos, sinais de que esse tema pode ganhar escala.

Chainlink (LINK)

Chainlink atua hoje fortemente conectando blockchains a dados e sistemas do mercado tradicional (oráculos e interoperabilidade). A própria SWIFT testou transferências tokenizadas usando essa camada, mostrando como bancos e bolsas podem conversar com diferentes redes. Se tokenização e RWAs seguirem no radar, o papel da LINK tende a permanecer central.

O Bitcoin deve manter seu protagonismo durante o mês ao atrair fluxo institucional impulsionado pelos ETFs spot, enquanto a Solana ganha peso após o lançamento de seu primeiro ETF à vista nos EUA. Ao mesmo tempo, Ethereum segue como infraestrutura essencial para tokenização e DeFi, consolidando seu papel estratégico.

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