O dólar comercial voltou a subir com força em julho de 2025, atingindo R$ 5,59 sendo o maior valor em mais de um mês. Além disso, a valorização ocorre em meio à escalada das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, após o presidente Donald Trump anunciar tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, como carne, café, mel e suco de laranja.
O que está por trás da alta do dólar?
- Tarifa de 50% dos EUA sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto
- Retaliações diplomáticas após decisões do STF contra Jair Bolsonaro
- Volatilidade global com ameaças de tarifas contra UE, México e Rússia
- Revisão do IOF no Brasil, que encarece operações financeiras
Dessa forma, a moeda americana também se fortalece como ativo de refúgio, em meio à instabilidade geopolítica e à expectativa de juros altos nos EUA.
Bolsa recua e mercado reage com cautela
O Ibovespa acumula queda de mais de 3% em julho, com recuo de 1,61% no dia 18. Investidores temem impactos nas exportações, inflação e crescimento econômico. Além disso, a retomada do IOF pelo STF também contribui para a aversão ao risco.
Governo brasileiro busca reação diplomática
O presidente Lula classificou as tarifas como “chantagem inaceitável” e convocou reuniões emergenciais com ministros e o Banco Central.
O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou que o governo estuda regulamentar a lei de reciprocidade, permitindo tarifas equivalentes contra os EUA.
Comércio global afetado pela alta no dollar
Trump anunciou tarifas de 30% sobre produtos da União Europeia e México, e ameaçou taxar em até 100% mercadorias da Rússia.
A OMC alerta para desaceleração do comércio mundial no segundo semestre, após importadores anteciparem compras para fugir das tarifas.
Em contrapartida, com o dólar forte, os custos de importação sobem, dificultando o acesso a produtos e insumos essenciais em vários países.
Em resumo, isso afeta especialmente economias emergentes, cujas moedas vêm se desvalorizando. Além disso, a inflação se intensifica, tornando produtos básicos como alimentos e combustíveis mais caros.
Dessa forma, exportações americanas perdem competitividade, pois os produtos ficam mais caros para compradores estrangeiros. Isso tem levado a uma redução da demanda global, especialmente em setores como tecnologia e bens de consumo.
Impactos econômicos da alta do dólar
- Pressão inflacionária sobre alimentos, combustíveis e medicamentos;
- Encarecimento de importações e insumos industriais;
- Dificuldade para queda da Selic, atualmente em 15%;
- Risco de recessão global, segundo analistas do Bank of America.
Dólar forte, cenário frágil
A disparada do dólar reflete um cenário de fragilidade diplomática e comercial, com impactos diretos na economia brasileira.
Assim, a resposta do governo e o andamento das negociações com os EUA serão decisivos para conter a volatilidade cambial e evitar uma escalada tarifária que prejudique exportadores e consumidores.


