A Foxbit anunciou nesta semana a maior mudança de posicionamento da sua história. A empresa lança um novo site e conclui o rebrand da Foxbit Business para Foxbit Infra, tornando explícito o que já acontecia nos bastidores: a plataforma opera como infraestrutura de cripto, câmbio digital e pagamentos cross-border para instituições financeiras como 99Pay, Genial e PicPay.
A seguir:
- O que muda com o rebrand e quais são as cinco frentes da Foxbit Infra
- Por que o modelo modular via API é o diferencial para bancos e fintechs
- As credenciais regulatórias que sustentam a operação
O número que ancora o reposicionamento: a Foxbit respondeu por mais de 41% do volume de USDT e USDC negociado no Brasil nas últimas duas semanas, com mais de R$ 1 bilhão em stablecoins transacionados só no último mês.
O que mudou e o que já existia
O rebrand não parte do zero. A infraestrutura que agora se chama Foxbit Infra já rodava dentro de instituições financeiras brasileiras sob o nome de Foxbit Business. A mudança de nome formaliza um reposicionamento estratégico: a empresa deixa de se apresentar como exchange B2B e passa a se posicionar como infraestrutura financeira modular para o mercado.
“Reorganizamos o que era a Foxbit Business em uma infraestrutura completa, modular e conectada ao mundo, desenhada para escalar com o mercado”, explicou Ricardo Dantas, CEO da Foxbit. A ambição declarada é direta: “fazer com que a maior parte desses serviços no Brasil, mais da metade, seja construída sobre a Foxbit.”
Para João Canhada, fundador da empresa, o momento marca uma virada de ciclo:
“Fundei a Foxbit para ser uma corretora. O mercado evoluiu, a Foxbit evoluiu junto e o que começou como um produto para o investidor virou infraestrutura para o mercado inteiro. Não vendemos só cripto para empresas: somos a infraestrutura financeira sobre a qual elas constroem os próprios produtos.”
As cinco frentes da Foxbit Infra
O modelo é modular e opera via API. Um banco pode usar apenas o order book. Uma fintech pode adicionar custódia. Uma corretora de câmbio pode operar só com stablecoins. Tudo roda sobre um único núcleo que une cripto e câmbio com KYC, KYT, KYB, KYE, AML e relatórios ao Banco Central já integrados.
- Crypto-as-a-Service: compra, venda e custódia de ativos digitais com a marca do parceiro, incluindo ativos reais tokenizados (RWA).
- Liquidity Engine: liquidez institucional com roteamento inteligente de ordens entre mais de 110 order books e market making próprio. A Foxbit conecta mais de dez fontes de liquidez, o que garante execução com profundidade mesmo em operações de grande porte.
- Payment Layer: câmbio digital e pagamentos com remessas cross-border via stablecoin (real–USDT–dólar), ponte on-chain a partir do Pix e pagamentos gerenciados.
- Institutional Custody: custódia qualificada via BitGo e Fireblocks, tesouraria corporativa e carteiras institucionais.
- Prediction Market: infraestrutura via API para lançar mercados preditivos. A frente chega num momento em que o governo brasileiro discute a regulação do Polymarket e do Kalshi, abrindo espaço para plataformas nacionais dentro da legislação local.
As credenciais regulatórias
O diferencial competitivo declarado pela Foxbit Infra é a combinação de escala operacional com conformidade regulatória completa. A empresa reúne:
- Regulação BCB: em processo de autorização como PSAV (Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais), operando sob o marco regulatório de ativos digitais do Banco Central.
- SOC 2 Tipo 2 + ISO 27701: segurança operacional e privacidade de dados, em conformidade com a LGPD.
- Reporte ao BCB: relatórios mensais incluindo ACAM212, Travel Rule, CADOCS e COSIF/BDV.
- CVM: autorização para operações de crowdfunding.
- Câmbio: habilitada para operações via cripto e stablecoin, conforme a Resolução BCB nº 521.
- Receita Federal: reporte mensal conforme o DeCripto (IN 2.291/2025).
Nesse sentido, a Foxbit Infra se posiciona como uma das poucas empresas do setor que reúne simultaneamente autorização cambial, reporte fiscal e processo de licenciamento como PSAV, num momento em que a Resolução BCB 580 exigirá que todas as exchanges operem dentro do arcabouço prudencial do sistema financeiro a partir de 2027.


