O CEO da Galaxy Digital, Michael Novogratz, afirmou que o crescimento acelerado de empresas criadas para manter criptomoedas em seus balanços corporativos provavelmente atingiu seu pico.
A declaração foi feita durante a teleconferência de resultados do segundo trimestre da empresa. Segundo ele, o foco agora deve se voltar à consolidação das empresas já existentes e à sua capacidade de se tornarem líderes no setor. Dessa forma, o mercado entra em uma nova fase, marcada menos pela expansão e mais pela maturidade.
A nova fase da tesouraria cripto, empresas consolidadas ganham protagonismo
Assim sendo, Novogratz destacou que o Ethereum já conta com dois grandes detentores institucionais: BitMine, de Tom Lee, e SharpLink, de Joe Lubin.
Inclusive, essas empresas são vistas como potenciais “monstros” do setor, com capacidade de crescimento contínuo. Sendo assim, o cenário atual favorece quem já está estabelecido, enquanto novos entrantes podem enfrentar dificuldades para ganhar espaço.
Além disso, a Galaxy Digital já trabalha com mais de 20 empresas de tesouraria cripto, gerenciando cerca de US$ 2 bilhões em ativos. Essa estrutura gera uma renda recorrente para a empresa, o que reforça a viabilidade do modelo mesmo em um ambiente de menor expansão.
O papel dos ETFs e fundos de hedge
Igualmente relevante é o papel dos ETFs e veículos de tesouraria como pontos de entrada de baixo risco para fundos de hedge.
Dessa forma, a Galaxy vê esses instrumentos como estratégicos para atrair capital institucional, especialmente em um momento de maior cautela regulatória.
Mudança de foco: da expansão à gestão
Tendência de maturação do mercado
- Em resumo, o mercado de tesouraria cripto está migrando de uma fase de crescimento acelerado para uma etapa de consolidação.
- Por fim, a Galaxy Digital acredita que a gestão eficiente dos ativos será o diferencial competitivo daqui em diante.
- Inclusive, a empresa aposta em parcerias de longo prazo com gestoras e fundos institucionais para manter sua posição de liderança.
Dados e projeções do setor
Segundo o relatório da Galaxy Digital, o lucro líquido da empresa no segundo trimestre foi de US$ 30,7 milhões. Isso reflete não apenas a valorização dos ativos, mas também o sucesso do modelo de gestão de tesouraria.
Além disso, o ambiente regulatório nos Estados Unidos tem se mostrado mais favorável, o que contribuiu para a multiplicação dessas empresas nos últimos meses.
Sendo assim, o setor pode não estar em expansão acelerada, mas continua sendo uma fonte relevante de receita e inovação. A Galaxy, por exemplo, vê potencial em transformar essas empresas em plataformas robustas de investimento digital.
Em resumo, a declaração de Novogratz marca um ponto de inflexão no mercado de tesouraria cripto. A era da multiplicação desenfreada parece ter ficado para trás.
Agora, o foco está em eficiência, escala e gestão estratégica. Empresas que já possuem estrutura e capital devem dominar o cenário nos próximos anos.
Por fim, a Galaxy Digital se posiciona como uma das principais gestoras desse novo ciclo, apostando em parcerias sólidas e ativos digitais como pilares de crescimento sustentável.


