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Operação contra fraudes com criptomoedas prende seis pessoas no Piauí

Golpe com criptomoedas causa prejuízo de R$ 250 mil e leva à prisão de seis pessoas no Piauí durante operação em três estados.

Operação policial contra golpe com criptomoedas e lavagem de dinheiro no Piauí.

A seguir:

  1. Golpe com criptomoedas: criminosos utilizaram um perfil invadido e um aplicativo de acesso remoto para causar prejuízo de R$ 250.105,33 à vítima.
  2. Operação Cripto-Quimera: a ação buscou cumprir 14 mandados de prisão temporária e 19 de busca e apreensão, com seis prisões confirmadas no Piauí.
  3. Lavagem de dinheiro: a investigação identificou empresas de fachada, transferências sucessivas e movimentações financeiras destinadas a ocultar os recursos.

A Polícia Civil do Piauí participou, nesta quarta-feira (28 de outubro), da Operação Cripto-Quimera, que investiga uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes com criptomoedas e lavar dinheiro em diferentes estados brasileiros. A ação, coordenada pela Polícia Civil de Goiás, resultou na prisão de seis pessoas no Piauí.

Ao todo, a operação teve como objetivo cumprir 14 mandados de prisão temporária e 19 de busca e apreensão. As equipes atuaram em Parnaíba, no litoral piauiense, além de Guarulhos, Osasco, Guarujá e São Paulo capital. A investigação começou após uma vítima perder mais de R$ 250 mil em um golpe virtual.

Golpe com criptomoedas começou após invasão de rede social

O caso que deu origem à investigação aconteceu em março de 2023, em Goiânia (GO). Na ocasião, os criminosos invadiram o perfil de uma pessoa conhecida da vítima e utilizaram a conta para divulgar falsas oportunidades de investimento em criptomoedas, com promessas de lucros rápidos e elevados.

Como a publicação apareceu no perfil de alguém de confiança, a vítima acreditou na oferta e iniciou uma conversa pela rede social. Em seguida, os golpistas a encaminharam para supostos atendentes e supervisores de uma plataforma de investimentos.

Durante o atendimento, os suspeitos orientaram a instalação de um aplicativo de acesso remoto no celular. Eles alegaram que a ferramenta ajudaria a configurar uma carteira digital. Entretanto, o programa permitiu que os criminosos assumissem o controle do aparelho e acessassem serviços financeiros.

Em apenas 24 horas, o grupo realizou transferências bancárias que somaram R$ 477.083,79. As instituições financeiras conseguiram estornar R$ 226.978,46, mas a vítima sofreu um prejuízo efetivo de R$ 250.105,33.

Investigação revela esquema de lavagem de dinheiro

Além da fraude com criptomoedas, os investigadores identificaram uma estrutura organizada para movimentar e esconder os recursos obtidos ilegalmente. Segundo a Polícia Civil, os envolvidos dividiam funções e utilizavam diferentes contas bancárias para dificultar o rastreamento do dinheiro.

A investigação identificou três etapas principais no processo de lavagem de dinheiro. Na primeira, chamada de colocação, os suspeitos recebiam os valores em contas ligadas principalmente a empresas recém-criadas ou de fachada. Dessa forma, tentavam dar aparência comercial legítima às operações.

Posteriormente, na fase de estratificação, os integrantes fragmentavam os recursos e realizavam transferências para outros beneficiários em diferentes estados. Entre as pessoas identificadas nessa movimentação, havia indivíduos com registros criminais relacionados a tráfico de drogas, roubo majorado, receptação e estelionato.

Por fim, na etapa de integração, o grupo distribuía o dinheiro por meio de pequenas transferências, movimentações entre integrantes, contas comerciais e saques em espécie. A estratégia buscava dificultar a identificação da origem e do destino dos valores, segundo as autoridades.

Operação contra fraudes com criptomoedas prende seis no Piauí

No Piauí, os policiais prenderam seis pessoas e aparelhos celulares. Agora, os investigadores deverão analisar os dispositivos para identificar possíveis informações sobre a atuação do grupo e outras movimentações financeiras suspeitas.

Além das prisões e buscas, a Operação Cripto-Quimera prevê o sequestro judicial de aproximadamente R$ 250 mil em bens e valores. A medida busca preservar recursos relacionados ao prejuízo da vítima e possibilitar sua eventual recuperação.

Conforme a participação de cada investigado, as autoridades poderão responsabilizá-los por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Esses delitos constam do Código Penal e da Lei nº 9.613/1998.

O superintendente de Operações Integradas da Secretaria da Segurança Pública do Piauí, delegado Matheus Zanatta, destacou a importância da cooperação entre os estados. Segundo ele, crimes digitais exigem compartilhamento de informações, inteligência policial e atuação coordenada para identificar os responsáveis.

A Polícia Civil de Goiás conduziu a operação por meio do Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (GREF), vinculado à Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic). A ação também contou com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública e das polícias civis do Piauí e de São Paulo.

O caso reforça os riscos de golpes que utilizam o nome das criptomoedas para atrair vítimas, especialmente quando criminosos combinam perfis invadidos, promessas de rentabilidade e aplicativos de acesso remoto. A investigação segue com a análise dos materiais apreendidos.

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