De 12 a 26 de julho, São Paulo entra na rota do Hack4Freedom, um hackathon internacional exclusivo para mulheres. A Vinteum banca o evento, e a régua de entrada é baixa de propósito.
A seguir:
- O que as participantes vão construir em duas semanas e com quais tecnologias
- O histórico da Vinteum que explica por que o patrocínio faz sentido
- Como se inscrever e o que esperar além dos US$5.000 em prêmios
Tem muita gente no Brasil que usa Bitcoin, acompanha o mercado, entende de carteira e de Lightning, mas nunca pensou seriamente em trabalhar com isso. O Hack4Freedom 2026 foi feito, em parte, para essas pessoas.
O hackathon, exclusivo para mulheres, chega a São Paulo entre os dias 12 e 26 de julho. O evento é híbrido, dura duas semanas e distribui US$5.000 em prêmios.
A principal patrocinadora da edição brasileira é a Vinteum, organização sem fins lucrativos que financia e forma desenvolvedores de Bitcoin na América Latina. A série passa também por Lagos, na Nigéria.
Antes de qualquer coisa: não é preciso ter experiência prévia com Bitcoin para participar. O único requisito concreto é ter 18 anos ou mais e algum contato com desenvolvimento, ou vontade de aprender.
Duas semanas construindo coisas reais
O formato do Hack4Freedom mistura aulas, mentoria e construção de projetos open-source. Ao longo das duas semanas, as participantes trabalham com quatro tecnologias do ecossistema Bitcoin: a própria rede base, a Lightning Network, o protocolo de comunicação descentralizado Nostr e o eCash, voltado à privacidade em pagamentos.
A ideia não é entregar exercícios. No fim do evento, cada grupo sai com um projeto funcional, algo que pode continuar vivo no ecossistema depois que o hackathon termina. Os mentores são internacionais e acompanham o processo ao longo de todo o período.
Além dos prêmios em dinheiro, o programa conecta as participantes a oportunidades de emprego dentro do ecossistema global de Bitcoin. É esse o diferencial que a Vinteum quer destacar: não é uma competição e pronto, é uma porta de entrada.
Por que a Vinteum está envolvida
Lucas Ferreira, fundador da Vinteum, tem uma posição clara sobre o assunto, e não enquadra a iniciativa como ação social:
“Ampliar quem pode construir Bitcoin não é um objetivo social, é técnico. Hoje, esse grupo de desenvolvedores ainda é extremamente limitado. Se o Bitcoin é global, as pessoas que o constroem precisam refletir mais as realidades que ele atende.”
A organização tem histórico concreto nessa direção. O primeiro cohort do Bitcoin Dev Launchpad, programa de formação da Vinteum encerrado em 2025, formou 22 participantes, dos quais 9 já estão contratados ou recebendo bolsas de pesquisa internacionais. Vários passaram a contribuir com projetos do protocolo e apresentaram trabalhos em conferências no exterior.
Em fevereiro de 2026, a Vinteum foi a maior patrocinadora da bitcoin++ em Florianópolis, evento técnico internacional focado em vulnerabilidades e infraestrutura do Bitcoin. O Hack4Freedom entra nessa mesma linha de atuação, com um recorte diferente: ampliar o acesso antes de formar quem vai mais fundo.
O que vem depois
Brianna Honkawa d’Estries, fundadora e CEO do Hack4Freedom, foi direta sobre a expectativa para a edição brasileira:
“Minha expectativa é que este hackathon crie um espaço acolhedor para que mulheres em São Paulo possam aprender, experimentar e construir juntas e saiam se reconhecendo de forma mais clara como parte do futuro do Bitcoin.”
O Brasil já tem talento técnico no setor. O que ainda falta, na avaliação da organização, é mais gente com acesso a esse caminho, especialmente mulheres, que seguem sub-representadas no desenvolvimento open-source de protocolo.
A Vinteum também abre espaço para que a comunidade sugira novas cidades para edições futuras do Hack4Freedom.
📅 12 a 26 de julho de 2026 — São Paulo
👩💻 Exclusivo para mulheres com 18 anos ou mais
💰 US$5.000 em prêmios + grants e conexões com o ecossistema global
🔗 Inscrições: Hack4Freedom 2026


