Quatorze ex-funcionários da Huawei foram condenados por roubo de tecnologia de chips da divisão HiSilicon, braço de semicondutores da gigante chinesa. O caso, revelado por fontes do portal SCMP, envolve a criação da startup Zunpai Communication Technology, fundada com base em designs confidenciais da Huawei.
As penas incluem até seis anos de prisão e multas financeiras, além do congelamento de ativos no valor de 95 milhões de yuans (R$ 73 milhões de reais).
O episódio levanta preocupações sobre segurança industrial e propriedade intelectual no setor de semicondutores.
A origem do escândalo e a criação da Zunpai
Zhang Kun, ex-pesquisador da HiSilicon, deixou a Huawei em 2019. No início de 2021, ele fundou a Zunpai Communication Technology, empresa voltada para o desenvolvimento de chips Wi-Fi.
Dessa forma, Kun recrutou diversos ex-colegas da Huawei, que passaram a integrar a nova companhia. Assim sendo, a Huawei identificou que os chips desenvolvidos pela Zunpai apresentavam semelhanças com seus próprios projetos.
Ação judicial e condenações
Sendo assim, a Huawei entrou com uma ação judicial contra os ex-funcionários e solicitou o congelamento de ativos da Zunpai. O tribunal de Xangai acatou o pedido e determinou o bloqueio de 95 milhões de yuans, cerca de R$ 73 milhões.
Além disso, os réus receberam penas que variam de multas financeiras até seis anos de prisão. Inclusive, o veredito completo ainda não foi divulgado, e não se sabe se os condenados recorrerão da decisão.
Repercussões e implicações para o setor de chips
- O caso evidencia a crescente tensão entre inovação e proteção de propriedade intelectual na China.
- Igualmente, mostra que empresas como a Huawei estão dispostas a agir judicialmente para proteger seus ativos tecnológicos.
- Em resumo, o episódio pode influenciar futuras políticas de segurança industrial no país.
Comparações com outros casos
- A TSMC, gigante taiwanesa, também enfrentou recentemente um caso de roubo de tecnologia de chips de 2 nanômetros.
- Dessa forma, o setor de semicondutores vive uma onda de espionagem industrial que preocupa governos e empresas.
- Por fim, o governo de Taiwan já iniciou investigações sobre possíveis implicações de segurança nacional.
A resposta da Huawei e o silêncio estratégico
A Huawei ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. Inclusive, o silêncio pode ser estratégico, considerando o impacto reputacional e geopolítico envolvido.
Assim sendo, a empresa evita alimentar especulações enquanto o processo judicial segue em andamento.
Sendo assim, especialistas acreditam que a Huawei deve reforçar seus protocolos internos de segurança. Novas medidas de monitoramento e controle de acesso a dados confidenciais podem ser implementadas. A empresa busca evitar novos episódios semelhantes.
O caso levanta questões sobre a facilidade com que ex-funcionários podem transferir conhecimento técnico para startups concorrentes. Inclusive, autoridades chinesas têm intensificado ações para proteger tecnologias estratégicas, especialmente em setores como IA e semicondutores.


