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Inteligência artificial: a nova fábrica de bilionários do século

Estudo do UBS revela recorde de bilionários impulsionado pela inteligência artificial e valorização das empresas de tecnologia.

Cédulas de 100 dólares sobre um teclado de computador, representando os novos bilionários no mundo criados pela inteligência artificial

A seguir:

  1. Inteligência artificial impulsiona valorização de empresas e cria novos bilionários.
  2. UBS registra 2,9 mil bilionários com US$ 15,8 trilhões em 2025.
  3. Interesses de investimento migram dos EUA para Europa e Ásia.

O número de bilionários no planeta cresce em ritmo acelerado e alcança um patamar sem precedentes, em grande parte por causa do avanço da inteligência artificial. Esse movimento ganhou força nos últimos meses, já que empresas de tecnologia se valorizaram de maneira expressiva e impulsionaram fortunas ao redor do mundo. 

Um estudo do banco suíço UBS mostra que 2025 se tornou o ano com o maior contingente de pessoas com riqueza superior a um bilhão de dólares, totalizando 2,9 mil indivíduos responsáveis por controlar US$ 15,8 trilhões.

O levantamento registrou um aumento de 7,5% em relação ao ano anterior, quando o número de bilionários chegou a 2,7 mil, somando US$ 14 trilhões em patrimônio. A combinação de empreendedorismo, herança e valorização de ações continuou guiando o crescimento desse grupo, enquanto a inteligência artificial atraiu investimentos e fortaleceu empresas que se tornaram protagonistas desse avanço econômico global.

Inteligência artificial impulsiona novos bilionários

O relatório mostra que 287 pessoas entraram pela primeira vez na lista, resultado que mantém 2025 como o segundo melhor ano desde o início da série histórica em 2015. Apenas 2021 registrou mais estreantes, período marcado por estímulos governamentais e juros reduzidos que impulsionaram o preço de ativos. Agora, o salto ocorre porque a inteligência artificial aqueceu o mercado de tecnologia e criou oportunidades para empreendedores e investidores.

Entre os novos nomes, surgem perfis variados. O UBS destaca Ben Lamm, fundador da Colossal Biosciences, empresa que atua com biotecnologia e engenharia genética e chamou a atenção pela proposta de “desextinção” de espécies. Michael Dorrell, que estruturou a Stonepeak Partners no setor de infraestrutura, também aparece na lista. 

Além disso, os irmãos chineses Zhang Hongchao e Zhang Hongfu ampliaram seus patrimônios com a Mixue Ice Cream and Tea, que se tornou a maior rede de sorvetes e chás do mundo, superando até o McDonald’s em número de lojas.

Outro nome de destaque é Justin Sun, fundador do ecossistema de blockchain TRON, diplomata de Granada na OMC e figura influente no mercado de criptomoedas. Ele surge como representante de uma geração que aproveita novas tecnologias, inclusive a inteligência artificial, para criar modelos de negócio inovadores em diferentes setores.

Inteligência artificial e uma transferência global de riqueza

O estudo também ressalta uma transformação importante: a transferência geracional de riqueza finalmente começa a ocorrer em escala significativa. Segundo John Mathews, chefe de gestão de patrimônio privado do UBS nos Estados Unidos, esse movimento aparece de forma mais clara em 2025. Ele explica que a maior parte da fortuna passa primeiro para os cônjuges, geralmente as esposas, antes de chegar às novas gerações.

Além disso, 91 dos novos bilionários herdaram seu patrimônio, incluindo 15 representantes de duas famílias da indústria farmacêutica alemã. Esse processo reforça mudanças no mapa global da riqueza, que seguem ganhando intensidade à medida que a inteligência artificial ajuda a transformar setores inteiros e ampliar possibilidades de investimento.

Mudança no foco dos investimentos globais

Outro ponto que chama atenção no relatório é a redução do interesse dos bilionários pelos Estados Unidos como destino principal de investimentos no curto prazo. 

O percentual de entrevistados que escolheram o país caiu de 81% para 63%. O UBS atribui essa mudança a preocupações com inflação e geopolítica, além do impacto inicial do tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump.

Por outro lado, cresce o apetite por oportunidades em Europa Ocidental, Grande China e Ásia-Pacífico. Entre bilionários asiáticos, as tarifas alfandegárias lideram as preocupações para 2026, enquanto os americanos se mostram mais alertas com instabilidades políticas e pressões inflacionárias.

Outro relatório citado no estudo, desenvolvido pela Altrata, reforça a tendência de expansão global. A empresa estimou que 3.508 pessoas possuem hoje US$ 13,4 trilhões acumulados, com um terço desse total concentrado nos Estados Unidos e 321 bilionários na China.

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