Pesquisadores do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação e Comunicações (NICT), em parceria com a Sumitomo Electric Industries, quebraram o recorde mundial de velocidade de internet em abril de 2025.
Além disso, a nova taxa de 1,02 petabits por segundo equivale a 1.020.000 gigabits por segundo, superando com folga o recorde anterior de 50.250 Gbps.
Como funciona a fibra óptica de 19 núcleos?
A inovação japonesa utiliza uma fibra óptica com 19 núcleos, contra apenas um nos cabos convencionais.
Além disso, o cabo mantém o diâmetro padrão de 0,125 mm, compatível com a infraestrutura atual. Portanto, essa estrutura permite transmissão simultânea de dados com mínima perda de sinal.
Durante os testes, os dados viajaram por 1.808 km, com amplificação em 21 etapas.
Comparação com velocidades atuais
- Média de banda larga nos EUA: 289 Mbps
- Média no Brasil: 236 Mbps
- Velocidade japonesa: 1.020.000 Gbps A nova conexão é 3,5 milhões de vezes mais rápida que a média americana.
O que é possível com 1,02 petabits por segundo?
- Baixar todo o catálogo da Netflix em menos de 1 segundo;
- Transmitir 10 milhões de chamadas de vídeo em 8K simultaneamente;
- Replicar data centers intercontinentais em tempo real;
- Transferir 946 bilhões de páginas da web em menos de 4 minutos.
Impacto global da nova tecnologia
Em resumo, a fibra óptica de 19 núcleos pode revolucionar:
- Inteligência artificial e machine learning;
- Streaming em altíssima resolução;
- Telemedicina e educação remota;
- Redes 6G e 7G;
- Cidades inteligentes e veículos autônomos.
Por que essa velocidade é necessária?
Dessa maneira, a demanda por largura de banda cresce com computação em nuvem, realidade aumentada e metaverso, big data e IA generativa, e serviços digitais em escala global.
Segundo a Lei de Nielsen, a velocidade média de conexão dobra a cada 21 meses.
Compatibilidade com infraestrutura atual
A nova fibra pode ser instalada sem obras complexas. O diâmetro padrão permite substituição gradual dos cabos existentes. Como consequência, isso facilita a adoção em países em desenvolvimento, como o Brasil.
Testes e validação internacional
A tecnologia foi apresentada na Optical Fiber Communication Conference (OFC 2025). Ainda está em fase experimental, mas já atrai atenção de operadoras globais. Especialistas acreditam que pode ser usada em cabos submarinos e redes backbone.
O futuro da internet começa no Japão
Ademais, o recorde de 1,02 petabits por segundo representa um salto tecnológico histórico. Além disso, a fibra óptica de 19 núcleos pode superar gargalos globais de largura de banda.
Assim como em aplicações em educação, saúde, ciência e entretenimento, essa inovação inaugura uma nova era digital.


