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Nubank bancarizou 31,5 mi e domina onde bancos físicos falharam

Nubank encerrou 2025 com 107,2 milhões de clientes — 62% dos adultos brasileiros. Lidera em todas as regiões e bancarizou 31,5 milhões onde o sistema tradicional não chegou.

Nubank bancarizou 31,5 mi e domina onde bancos físicos falharam

O Nubank encerrou 2025 com 107,2 milhões de clientes no Brasil, equivalente a 62% da população adulta do país. Em outras palavras, de cada 10 adultos brasileiros, 6 são clientes do banco digital.

Os dados são da oitava edição do Data Nubank, publicada nesta semana com base em dezembro de 2025.

A seguir:

  • Onde o Nubank é banco principal e por que a liderança é mais intensa no Norte e Nordeste
  • O papel dos desertos bancários na expansão digital
  • O impacto do crédito no PIB regional e os dados de inclusão feminina e empresarial

O relatório, que pela primeira vez coloca o território brasileiro no centro da análise, vai além dos números agregados. Ele revela onde a penetração é maior, quem foi bancarizado, qual é o peso do crédito do Nubank nas economias regionais e como a instituição se tornou simultaneamente a maior base de pessoas físicas e a maior base de CNPJs do país.

Presença: 100% dos municípios, 62% dos adultos

O Nubank está presente nos 5.571 municípios brasileiros, incluindo os 49% classificados como desertos bancários, localidades sem nenhuma agência bancária física. Em Tocantins (83%), Piauí (82%) e Paraíba (82%), mais de 80% dos municípios não têm agências físicas. O Nubank está em todos eles.

A penetração entre adultos supera 60% em 23 estados. Os estados com maior proporção são Roraima (74%)Amapá (73%) e Distrito Federal (73%). Os menores, ainda assim acima de 50%, são Rio Grande do Sul (52%), Santa Catarina (56%), Minas Gerais e Paraná (ambos 58%).

Liderança como banco principal em todas as regiões

Segundo o NPS Prism by Bain & Company, que mede em qual instituição o brasileiro concentra salário, pagamentos e produtos financeiros, o Nubank liderou a incidência principal em todas as regiões do Brasil no quarto trimestre de 2025.

Os números por região: 

  • Norte (34%), 
  • Nordeste (31%), 
  • Centro-Oeste (29%), 
  • Sul (25%) e 
  • Sudeste (25%).

Em 17 estados, mais de 30% da população tem o Nubank como banco principal. O menor percentual registrado em qualquer estado foi 23%, quase 1 em cada 4 pessoas.

O padrão geográfico é consistente: quanto maior o percentual de municípios sem agência bancária física num estado, maior a incidência principal do Nubank. Onde faltam alternativas presenciais, o modelo digital deixa de ser opção adicional e passa a ser o principal caminho de acesso aos serviços financeiros.

31,5 milhões bancarizados: inclusão onde ela mais faltava

Mais de 31,5 milhões de brasileiros tiveram seu primeiro contato formal com o sistema financeiro pelo Nubank, equivalente a 18% da população adulta do país. Em mais de 15 estados, essa proporção supera 20%.

Os números mais expressivos estão na região Norte: Roraima (33%), Acre (29%), Amapá (28%) e Pará (28%) lideram o ranking de bancarização via Nubank como proporção da população adulta estadual.

O dado estrutural mais relevante do relatório é a correlação inversa entre PIB per capita estadual e bancarização pelo Nubank: estados de menor renda, historicamente menos atendidos pelo sistema financeiro tradicional, são exatamente aqueles onde o Nubank respondeu por maior parcela da inclusão financeira. A instituição chegou mais fundo onde o sistema convencional chegou menos.

R$ 134,7 bilhões economizados em tarifas

Até 2025, os clientes do Nubank acumularam R$ 134,7 bilhões em economia em tarifas de manutenção de conta e anuidades de cartão. O relatório contextualiza a magnitude: o total de investimentos realizados pelos governos estaduais do país em 2025 somou R$ 86 bilhões.

A distribuição estadual segue o tamanho populacional: São Paulo (R$ 30 bi)Minas Gerais (R$ 12,7 bi)Rio de Janeiro (R$ 11,6 bi)Bahia (R$ 9,6 bi) e Paraná (R$ 7 bi) lideram em volume absoluto.

Crédito e PIB regional: peso macroeconômico

O crédito concedido pelo Nubank atingiu 6,8% do PIB do Nordeste em 2025, a maior participação entre todas as regiões. Em um estado da região, o alcance superou 8%. As demais regiões: Norte (4,4%)Centro-Oeste (4,0%)Sul (3,9%) e Sudeste (3,8%).

A correlação é direta: onde o Nubank tem maior incidência principal, maior é também seu peso na economia local. O relacionamento mais profundo melhora a análise de risco e aumenta a capacidade de oferta de crédito, o que por sua vez amplia a relevância econômica da instituição em nível regional.

Inclusão feminina: 42,5 milhões de mulheres clientes

O Nubank encerrou 2025 com 42,5 milhões de clientes mulheres, equivalente a pelo menos 48% da população feminina adulta do Brasil. Em 12 estados, mais de 50% das mulheres adultas são clientes do Nubank.

O Distrito Federal lidera com 56%. Seis dos dez estados com maior cobertura feminina estão no Nordeste: Sergipe (53%), Amapá (55%), Alagoas (52%), Rio Grande do Norte (52%), Ceará (52%), Pernambuco (52%) e Paraíba (51%). O menor índice é o Rio Grande do Sul, com 39%.

O relatório nota que 24% dos clientes não possuem gênero declarado na base de dados, o que significa que os percentuais de cobertura feminina são limites inferiores, podendo ser mais altos.

5,9 milhões de CNPJs: maior base empresarial do Brasil

Com quase 5,9 milhões de empresas clientes em 2025, o Nubank tornou-se a maior instituição financeira do Brasil em número de CNPJs atendidos. Em todos os estados, a instituição atende ao menos 21% dos CNPJs ativos.

O Amazonas lidera com 31%, seguido por Distrito Federal (29%) e Roraima (29%), perfis econômicos bastante distintos entre si, o que reforça que a capilaridade digital do Nubank transcende o padrão tradicional de concentração financeira nas regiões mais ricas.

O dado mais impactante do segmento empresarial: entre os MEIs que acessaram crédito produtivo pelo Nubank, 94,4% nunca haviam tido esse tipo de acesso antes.

O que os números revelam

O Data Nubank #8 documenta uma transformação estrutural do sistema financeiro brasileiro em 13 anos. O banco sem agência física tornou-se o principal banco de escolha em todas as regiões do país, com penetração mais profunda exatamente onde o modelo tradicional foi mais ausente.

Os três padrões que se repetem ao longo do relatório são consistentes: maior adesão em regiões com menos alternativas presenciais, maior bancarização em estados de menor renda e maior participação no crédito onde a incidência principal é mais alta. A lógica é circular e se reforça: acesso gera relacionamento, relacionamento gera crédito, crédito gera relevância econômica.

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