Pedro Mourato, cidadão português de 39 anos, foi capturado pelas autoridades tailandesas após anos de fuga internacional. Acusado de aplicar golpes que somam R$ 3,1 bilhões, o safado vivia com a família na Tailândia desde 2022, usando passaportes falsos e mudando constantemente de endereço.
A prisão ocorreu após um jornalista português reconhecê-lo por acaso em Bangkok, desencadeando uma operação de inteligência que durou cinco horas.
Prisão de Pedro Mourato na Tailândia mobiliza autoridades internacionais
A captura de Pedro Mourato representa um dos maiores desdobramentos recentes no combate a fraudes financeiras internacionais.
O português, nascido em Lisboa, estava foragido desde 2020, quando deixou Portugal com a esposa e quatro filhos. Assim sendo, o caso ganhou repercussão global pela magnitude dos crimes e pela forma como o suspeito se manteve oculto por anos.
Reconhecimento inesperado levou à prisão
Durante férias em Bangkok, um jornalista português reconheceu Mourato em um shopping. Dessa forma, a polícia tailandesa iniciou uma operação sigilosa com reconhecimento facial e envio de investigadores à paisana.
Inclusive, o trabalho de inteligência envolveu monitoramento por câmeras de segurança e culminou na prisão do suspeito após cinco horas de ação coordenada.
Passaportes falsos e fuga internacional
Mourato e sua esposa, Daniela Pimenta, usaram documentos suíços falsificados para sair de Portugal. Sendo assim, passaram pelas Filipinas antes de se estabelecerem na Tailândia. Igualmente, evitavam endereços fixos, alternando entre casas e hotéis para dificultar a localização pelas autoridades. Em resumo, o casal adotou estratégias sofisticadas para manter o anonimato e continuar aplicando golpes.
Golpes milionários com Bitcoin e cartões de crédito
Além do golpe de R$ 3,1 bilhões em Portugal, Mourato também teria lesado vítimas na Tailândia. Os crimes envolvem investimentos falsos em Bitcoin, uso indevido de cartões de crédito e manipulação de contas digitais. Dessa forma, o esquema se estendeu por diversos países e afetou centenas de pessoas.
Detalhes dos golpes aplicados
- Fraudes com Bitcoin resultaram em perdas de 1 milhão de baht (cerca de R$ 165 mil) na Tailândia
- Vítimas eram convencidas a investir em plataformas falsas controladas por Mourato
- Cartões de crédito eram usados para sustentar estilo de vida luxuoso
- Aluguéis não pagos e reservas em hotéis feitas com nomes falsos
Por fim, os golpes também serviam para alimentar o vício de Mourato em jogos de azar, segundo fontes locais. Inclusive, os filhos do casal estavam matriculados em escolas de alto padrão, o que reforça o uso dos recursos obtidos ilegalmente para manter aparências.
Repercussão e próximos passos da investigação
A prisão de Pedro Mourato reacende o debate sobre cooperação internacional no combate a crimes financeiros. Autoridades portuguesas já iniciaram tratativas para extradição, enquanto a polícia tailandesa continua investigando os danos causados localmente.
Dessa forma, o caso pode se tornar um exemplo de como ações coordenadas entre países podem desmantelar redes criminosas sofisticadas.
Fontes tailandesas relatam que Mourato enganou diversos proprietários de imóveis e investidores.
Por fim, o caso gerou alerta entre autoridades locais sobre o uso de identidades falsas por estrangeiros. Igualmente, a mídia portuguesa acompanha de perto os desdobramentos, com expectativa de que o réu responda judicialmente pelos crimes cometidos em seu país de origem.


