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Seedance 2.0: IA que cria filmes gera pânico em Hollywood

O lançamento do Seedance 2.0 colocou Hollywood em alerta após a divulgação de um vídeo gerado por inteligência artificial que simula uma luta entre Tom Cruise e Brad Pitt.

Cena criada por IA no Seedance 2.0 mostrando luta cinematográfica

A seguir: 

  1. Seedance 2.0 provoca reação de roteiristas renomados.
  2. MPA acusa uso indevido de obras protegidas.
  3. Debate sobre direitos autorais ganha força global.

A estreia do Seedance 2.0 provocou forte reação em Hollywood e reacendeu o debate sobre o impacto da inteligência artificial no cinema.

A divulgação de um vídeo criado por IA, que mostra Tom Cruise e Brad Pitt lutando em uma ponte destruída, espalhou apreensão entre roteiristas, diretores e produtores.

Além disso, especialistas apontam que o avanço do Seedance 2.0 pode acelerar mudanças profundas no modelo tradicional de produção audiovisual.

O vídeo, com apenas 15 segundos, viralizou nas redes sociais e colocou o Seedance 2.0 no centro da discussão global sobre direitos autorais e automação criativa.

Diante desse cenário, nomes importantes da indústria passaram a questionar o futuro de Hollywood diante de ferramentas cada vez mais sofisticadas.

Seedance 2.0 preocupa roteiristas e produtores

O roteirista Rhett Reese, conhecido por trabalhos como Deadpool & Wolverine, Zombieland e Now You See Me: Now You Don’t, reagiu publicamente ao vídeo. Segundo ele, a capacidade da ferramenta indica que “provavelmente acabou para nós”, referindo-se aos profissionais do cinema tradicional.

Reese destacou que, em pouco tempo, qualquer pessoa poderá criar um filme completo diante do computador com qualidade comparável às produções atuais de Hollywood.

Ele argumenta que, se alguém com talento equivalente ao de Christopher Nolan utilizar ferramentas como o Seedance 2.0, o resultado poderá alcançar alto nível técnico e artístico.

Esse posicionamento reforça a percepção de que o Seedance 2.0 não representa apenas uma novidade tecnológica, mas sim um divisor de águas para roteiristas, estúdios e grandes produtoras.

Seedance 2.0 e o papel da ByteDance

O cineasta irlandês Ruairí Robinson, diretor de The Last Days on Mars, publicou o vídeo e explicou que criou a cena com apenas um “prompt de duas linhas” no Seedance 2.0. A ferramenta foi lançada pela ByteDance, empresa que também controla o TikTok.

Esse detalhe intensificou as discussões, pois demonstra que o Seedance 2.0 já entrega resultados visualmente convincentes com comandos simples.

Portanto, o acesso facilitado à tecnologia amplia o potencial de uso em larga escala, inclusive fora dos grandes estúdios.

Ao mesmo tempo, críticos afirmam que o Seedance 2.0 pode alterar o equilíbrio de poder na indústria cinematográfica. Afinal, criadores independentes passam a ter recursos que antes exigiam orçamentos milionários.

Seedance 2.0 e a polêmica sobre direitos autorais

A Motion Picture Association (MPA) acusou a ByteDance de utilizar obras protegidas por direitos autorais em larga escala sem autorização.

Segundo a entidade, sistemas de inteligência artificial como o Seedance 2.0 treinam seus modelos com dados retirados da internet, incluindo conteúdos protegidos.

O CEO da MPA, Charles Rivkin, criticou a empresa e afirmou que serviços sem salvaguardas eficazes ignoram leis consolidadas que protegem criadores e milhões de empregos nos Estados Unidos. Assim, a discussão deixa o campo tecnológico e entra no jurídico.

Enquanto isso, parte da indústria criativa busca acordos comerciais com empresas de IA. Companhias como a Disney já firmaram parcerias com a OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, para estabelecer modelos de licenciamento.

Seedance 2.0 amplia debate no Reino Unido e nos EUA

A cineasta e parlamentar britânica Beeban Kidron também comentou o caso. Ela defende que empresas de IA precisam apresentar propostas concretas que atendam às demandas da indústria criativa.

Segundo Kidron, caso o setor tecnológico não apresente um acordo considerado justo, o mercado pode enfrentar anos de disputas judiciais.

Portanto, o Seedance 2.0 simboliza não apenas inovação, mas também um teste para a sustentabilidade econômica do cinema.

Dessa forma, o lançamento do Seedance 2.0 intensifica um embate que envolve tecnologia, legislação e o próprio conceito de autoria artística.

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