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Twocents troca “@” por “$” e patrimônio vira nome de usuário

Twocents troca “@” por “$” e usa patrimônio como nome de usuário. Rede social propõe transparência radical e já soma US$ 150 milhões.

Twocents troca “@” por “$” como nome de usuário

A Twocents, nova rede social em fase de testes, quer mudar a forma como os usuários se identificam online. Em vez de nome, e-mail ou número de telefone, o perfil é definido pelo patrimônio financeiro declarado.

O símbolo “@” foi substituído por “$”, e o número exibido representa o total de ativos que o usuário possui. A proposta é estimular conversas mais francas sobre dinheiro, carreira e política, com base na chamada “transparência radical”.

A plataforma já soma mais de US$ 150 milhões vinculados a perfis e deve ser aberta ao público até o fim de 2025

Como funciona a Twocents e o conceito de identidade financeira

Os usuários podem declarar qualquer valor como patrimônio, mas só recebem o selo de verificação ao conectar contas bancárias, carteiras de investimento e criptoativos.

Dessa forma, o sistema valida os dados sem expor diretamente a identidade do titular. Assim sendo, o valor aparece como nome de usuário, precedido por “$”, e é visível em todas as interações da rede.

A Twocents combina elementos do X (antigo Twitter) com as comunidades do Orkut. Inclusive, os usuários podem participar de tópicos, votar em enquetes e comparar fortunas. Em resumo, o patrimônio se torna parte ativa da experiência social, influenciando até os resultados das votações.

Impacto cultural e psicológico da exposição patrimonial

Dinheiro como identidade e o fim do anonimato

A proposta da Twocents levanta questões profundas sobre como o dinheiro molda a percepção social. Dessa forma, ao transformar patrimônio em nome de usuário, a rede desafia o anonimato digital e convida os usuários a se posicionarem com base em sua realidade financeira.

Assim sendo, o valor declarado passa a ser um marcador de status, influência e até credibilidade.

Inclusive, especialistas em comportamento digital apontam que essa mudança pode alterar a dinâmica das interações online. Em vez de esconder a condição financeira, os usuários são incentivados a expor e discutir abertamente seus ativos e dívidas. Por fim, isso pode gerar tanto empatia quanto competição.

Comparações e desigualdade visível

Sendo assim, a plataforma também corre o risco de reforçar desigualdades. Ao destacar fortunas em enquetes e debates, a Twocents pode criar ambientes onde opiniões de usuários com mais dinheiro ganham mais visibilidade. Além disso, há relatos de usuários que se autointitulam “os mais pobres da rede”, com dívidas superiores a US$ 160 mil.

Em resumo, a exposição patrimonial pode gerar desconforto, exclusão e até bullying financeiro. Dessa forma, o sucesso da rede dependerá da capacidade de equilibrar transparência com inclusão.

Recursos, dados e impacto social

  • Mais de US$ 150 milhões já foram vinculados à plataforma.
  • A maior fortuna verificada é de US$ 16 milhões.
  • A rede tem cerca de 1.400 usuários em fase de testes.
  • A verificação é automatizada e não revela o dono dos ativos.
  • A plataforma deve permitir registro de imóveis, startups e veículos de luxo.
  • Também será possível informar dívidas como financiamentos e cartões de crédito.

Controvérsias, visão do fundador e expectativas

Segundo o fundador Andi Duro, a ideia é conectar pessoas ricas a pessoas inteligentes. Inclusive, ele afirma que “muito da vergonha desaparece quando todos na sala estão na mesma posição”. Dessa forma, a rede busca eliminar tabus sobre dinheiro e estimular conexões baseadas em interesses financeiros.

Sendo assim, críticos apontam riscos de exposição excessiva e reforço de desigualdades. Além disso, há dúvidas sobre como a plataforma lidará com privacidade, segurança e manipulação de dados. Em resumo, o sucesso da Twocents dependerá da adesão dos usuários e da capacidade de equilibrar inovação com responsabilidade.

Investimento, expansão e futuro da Twocents

  • A startup recebeu US$ 3 milhões em aporte pré-seed das empresas Dragonfly e Starting Line.
  • O lançamento público está previsto para o fim de 2025, com versões para iOS, Android e web.
  • A plataforma deve incluir postagens financeiras verificadas, com dados bancários reais.
  • Também está em desenvolvimento um sistema de recompensas por visão estratégica, não apenas por riqueza acumulada.
  • Os dados financeiros são protegidos por autenticação local e sincronização via iCloud.
  • Nenhuma informação pessoal é exigida: nome, e-mail ou telefone não são obrigatórios.

A Twocents como tendência ou provocação?

A proposta da Twocents pode inspirar outras redes sociais a repensarem seus modelos de identificação. Inclusive, há quem veja na plataforma um movimento cultural que reflete o desejo de maior autenticidade nas interações digitais. Por outro lado, críticos comparam a ideia a episódios de “Black Mirror”, sugerindo que a exposição financeira pode ser invasiva e perigosa.

Assim sendo, o futuro da Twocents dependerá da adesão dos usuários e da resposta do mercado. Em resumo, ela pode se tornar um novo padrão ou apenas uma provocação temporária.

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