A criptomoeda Worldcoin (WLD), parte de um projeto inovador de identidade digital liderado por Sam Altman, criador da OpenAI, foi oficialmente lançada no Brasil no dia 13.
O anúncio foi feito por Rodrigo Tozzi, gerente de operações da Tools for Humanity (TFH), colaboradora da World.
A iniciativa inclui mais de 10 centros de verificação equipados com o Orb, um dispositivo que autentica a humanidade dos usuários.
Tozzi destacou que, anteriormente, o projeto havia sido testado no Brasil, mas o lançamento oficial aconteceu apenas agora.
A verificação da identidade será realizada mediante agendamento prévio, e os usuários interessados deverão baixar o aplicativo da World, onde poderão marcar a verificação.
Cada usuário verificado recebe aproximadamente 53 tokens –WLD, dos quais 25 são liberados em até 48 horas, e o restante é distribuído ao longo de 12 meses.
O app World permite a conversão dos tokens WLD para reais e a transferência do valor para contas bancárias via PIX, facilitando o uso no dia a dia.
Além disso, Tozzi revelou que na Argentina, em parceria com a Rappi, está em fase de testes um serviço de “Orb delivery“, em que o dispositivo de verificação vai até o usuário.
Embora essa ideia esteja em teste, ela pode ser expandida para outros países da América Latina.
Expansão do projeto Worldcoin e novas aplicações no Brasil

O projeto Worldcoin tem como foco criar uma base sólida de usuários verificados para permitir o desenvolvimento de soluções práticas e inovadoras.
No evento de lançamento, Tozzi ressaltou que, sem uma quantidade significativa de pessoas verificadas, é difícil implementar ferramentas que verifiquem, por exemplo, se alguém em uma videoconferência é um humano e não um deepfake.
Essa tecnologia se torna especialmente relevante em áreas como jogos online, onde bots podem desequilibrar disputas.
Com o Worldcoin, a identificação anônima permite que apenas humanos verificados tenham acesso a determinados serviços, o que torna o ambiente digital mais seguro e confiável.
A criptomoeda Worldcoin busca também promover inclusão financeira digital. O projeto conta com mais de 900 ORBs espalhados por 20 países, e já verificou mais de 7 milhões de pessoas.
Além disso, já são 16 milhões de pessoas utilizando o World App, a plataforma oficial do protocolo.
No Brasil, esta previsto a implementação de 10 centros de verificação na cidade de São Paulo.
Proteção de privacidade e impacto do Worldcoin no mercado
A Worldcoin adota uma abordagem forte de privacidade em seus processos de verificação. De acordo com Tozzi, nenhum dado pessoal, como nome ou endereço, é exigido durante a verificação.
O processo usa biometria para garantir a humanidade dos usuários, e todas as informações são criptografadas e armazenadas no dispositivo pessoal do usuário.
Após a verificação, os dados são deletados do Orb, assegurando a proteção da privacidade.
A tecnologia utilizada pela Worldcoin é conhecida como PDT (Privacy Enhancing Technologies), o que garante que a privacidade dos usuários seja sempre protegida.
Com a iniciativa, a Worldcoin visa eliminar bots e contas falsas, e a fim de garantir que somente humanos verificados possam acessar certos serviços, promovendo um uso mais justo e eficiente da tecnologia blockchain.


