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7 em cada 10 pessoas já negociaram Bitcoin na Coreia do Sul

Pesquisa mostra popularidade crescente do Bitcoin e outras criptomoedas na Coreia do Sul, apesar de riscos com golpes e perdas financeiras.

Dois investidores negociando criptomoedas. Imagem: IA

Uma nova pesquisa da Fundação Coreana de Proteção ao Consumidor Financeiro (KFCPF) revelou que mais de 50% dos sul-coreanos já negociaram ou negociam criptomoedas.

O estudo entrevistou 2.500 pessoas entre 19 e 69 anos, residentes em Seul, na província de Gyeonggi e em outras seis grandes regiões metropolitanas.

Bitcoin lidera, mas altcoins ganham espaço entre investidores sul-coreanos

De acordo com a pesquisa, o Bitcoin (BTC) continua sendo a criptomoeda mais popular, sendo negociado ou mantido por 76% dos investidores. No entanto, o interesse por altcoins também é expressivo:

  • Ethereum (ETH): 52,8%
  • XRP (Ripple): 32,2%
  • Dogecoin (DOGE): 24,6%
  • Solana (SOL): 14,7%

Além disso, os investidores disseram ter negociado, em média, três ou mais tipos de criptoativos.

Investimento com lucros modestos e foco de curto prazo

O relatório mostrou que 52% dos entrevistados lucraram com suas aplicações em criptomoedas. A maioria obteve ganhos abaixo de 10 milhões de won (cerca de US$ 7 mil).

Além disso, grande parte declarou ter vendido seus ativos menos de um ano após a compra, indicando um perfil de investimento de curto prazo.

A motivação principal para a compra de criptomoedas foi o investimento financeiro, embora muitos tenham mencionado curiosidade sobre os ativos digitais como razão secundária.

Outros disseram que compraram criptoativos para acessar serviços específicos ou realizar transações sem usar moeda fiduciária.

Golpes e fraudes ainda impactam o mercado de criptomoedas na Coreia do Sul

Mesmo com a crescente adoção, fraudes e perdas financeiras continuam sendo um problema significativo. A pesquisa apontou que:

  • 20% dos investidores sofreram perdas devido a hacks, falências de exchanges ou interrupções de serviço;
  • 45% foram enganados por informações falsas em “salas de leitura” – grupos de Telegram e KakaoTalk voltados à discussão sobre criptomoedas;
  • 33% investiram em projetos fraudulentos, incluindo criptomoedas falsas e corretoras ilegais.

Apesar disso, a maioria dos afetados não tomou nenhuma ação legal ou de denúncia após as perdas, o que reforça a importância de educação financeira e regulamentação mais rígida no setor.

Coreanos movimentam bilhões em criptomoedas

Segundo o Banco Central da Coreia do Sul, a população do país mantinha cerca de US$ 73,4 bilhões em criptomoedas armazenadas em carteiras de exchanges no final de 2024, destacando o papel relevante do país no cenário global de criptoativos.

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