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99,7% das compras de BTC no exterior não vêm de pessoas físicas

Enquanto mais de US$7,5 bilhões em criptoativos foram importados pelo Brasil em 2022, apenas 0,03% das compras vieram de pessoas físicas.

99,7% das compras de BTC no exterior não vêm de pessoas físicas

Na última semana, o Banco Central do Brasil (BC) divulgou informações detalhadas sobre o cálculo das negociações em Bitcoin (BTC) para compor a Balança Comercial, e um dado chamou atenção.

Em relatório elaborado por Fernando Augusto Ferreira Lemos, Gustavo Felipe de Sousa, e Thiago Said Vieira, o BC revelou que 99,7% das compras de BTC no exterior não são realizadas por pessoas físicas.

Contudo, a quantidade quase unânime de compras de BTC vem de exchanges brasileiras, que compram o ativo no exterior com o objetivo de revender no Brasil, apontou o Cointelegraph.

Segundo o BC, o valor total das transações com criptoativos tem uma trajetória ascendente, atingindo mais de US$ 7 bilhões em 2022.

No Brasil, as transações de alto valor entre grandes corretoras dominam o comércio internacional de cripto, com uma participação reduzida de pessoas físicas (0,03%).

Além disso, o relatório revela que a maioria dos endereços que vendem criptomoedas a exchanges brasileiras está localizada em países como Estados Unidos, Hong Kong, Cingapura, Ilhas Virgens Britânicas e Reino Unido.

BTC e criptomoedas são ativos não-financeiros

O tratamento das criptomoedas, seguindo a metodologia do FMI, os classifica como ativos não-financeiros, registrados na balança comercial como bens exportados ou importados.

Sendo assim, os criptoativos não são registrados em outras estatísticas do setor externo, como dívida externa ou posição internacional de investimentos. 

Bitcoin na Balança Comercial do Brasil

Desde 2019 o Bitcoin está incluso neste importante indicador econômico, resultante da diferença entre as exportações e importações do país.

Como resultado, as importações de criptomoedas têm sido apontadas como um dos principais fatores que contribuem para o déficit comercial.

Dessa forma, ajustam a conciliação entre a balança comercial levantada pela Secex e a calculada pelo BC. 

Além da compra e venda dos criptoativos, a atividade de mineração, considerada “um processo produtivo”, também integra a balança comercial.

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