Milhões de brasileiros podem recuperar mais de R$ 6 bilhões em 2024, graças à iniciativa do Banco Central (BC) do Brasil. A oportunidade ocorre através do programa Valores a Receber (SVR).
O objetivo é auxiliar os cidadãos, tanto pessoas físicas quanto jurídicas, a identificar fundos esquecidos em contas inativas, sejam em bancos, corretoras, fintechs ou consórcios.
De acordo com dados recentes do Banco Central, o total esquecido por pessoas físicas e empresas chega a R$ 7,5 bilhões. São 43,5 milhões de indivíduos e corporações com valores esquecidos nos bancos.
A faixa predominante de beneficiários, composta por cerca de 31 milhões de pessoas e empresas, tem quantias de até R$ 10 esquecidas nos bancos.
No entanto, há mais de 800 mil contas inativas com valores superiores a R$ 1.000 a serem resgatados.
Com a iniciativa inclusiva, o Banco Central visa reforçar o comprometimento com a transparência, fortalecer a confiança pública no sistema financeiro.
Como saber se tenho Valores a Receber do Banco Central?
Para verificar se você está entre os potenciais beneficiários desse valor considerável, basta acessar o site oficial do Banco Central. A consulta é realizada através do seu CPF ou CNPJ.
Adicionalmente, o processo é simples e gratuito, oferecendo a oportunidade de descobrir valores esquecidos que podem fazer diferença.
Educação financeira no Brasil
A descoberta desses valores esquecidos não apenas representa uma injeção significativa de recursos na economia, mas também destaca a importância da conscientização financeira.
Isso acontece pois, sem conhecimento dos valores esquecidos, muitos brasileiros podem estar perdendo a chance de utilizar esses fundos para benefício próprio. Alguns exemplos são melhorar a situação financeira, investir em educação ou realizar sonhos de longa data.
Bem-estar financeiro no Brasil
Embora o Brasil apresente avanços em áreas como inclusão financeira e comportamento, a pontuação de bem-estar financeiro se mantém “relativamente baixa”.
As informações são do Relatório de Letramento Financeiro, produzido pelo Banco Central em parceria com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
O relatório destaca a necessidade de aprimorar o entendimento sobre finanças no país. O Brasil tirou nota 45,7 em uma escala de 0 a 100 em “bem-estar financeiro”.
Além disso, questões como a sensação de “se virar financeiramente,” a falta de dinheiro e a preocupação com a duração do dinheiro impactam muito essa pontuação.
Distribuição de Conhecimento Financeiro
A pesquisa revelou desigualdades na distribuição do conhecimento financeiro, destacando grupos de maior vulnerabilidade. Em suma, são idosos, pessoas com renda familiar de até dois salários mínimos e moradores da região Nordeste.
Estes grupos podem se beneficiar significativamente de uma melhoria na aplicação de conhecimentos em finanças.


