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Bitcoin dispara 22% na semana e reforça sinais de virada no mercado

Alta do Bitcoin supera 22% na semana, atrai capital institucional e reforça os sinais técnicos de uma possível virada de ciclo.

Alta do Bitcoin em gráfico de mercado após valorização superior a 22% na semana.

A seguir:

  1. A alta do Bitcoin superou 22% em sete dias, levando o preço para perto de US$ 77,8 mil e abrindo caminho para alvos em US$ 82 mil e US$ 89 mil.
  2. A alta do Bitcoin recebeu apoio de US$ 1,92 bilhão em entradas nos ETFs, o que indica participação relevante de investidores institucionais.
  3. A alta do Bitcoin ganhou força com o dólar mais fraco e a dívida dos EUA acima de US$ 40 trilhões, cenário que favorece ativos escassos.

O Bitcoin começou a semana perto de US$ 77,8 mil, aproximadamente R$ 399,9 mil, após registrar uma valorização de 22,3% em sete dias. Nas últimas 24 horas, a criptomoeda avançou cerca de 0,7%. Segundo Pedro Fontes, analista de Research do Mercado Bitcoin, o movimento combina força técnica, entrada institucional e um cenário macroeconômico favorável aos ativos escassos.

A velocidade da alta do Bitcoin chama atenção. Em poucos dias, o ativo acrescentou mais de US$ 16 mil ao preço de cada unidade. Para efeito de comparação, há cerca de quatro anos, o BTC inteiro custava aproximadamente US$ 15,5 mil. Portanto, a valorização recente superou, em valor absoluto, a cotação total daquele período.

Alta do Bitcoin abre caminho para novos patamares

O Bitcoin encerrou a semana próximo de US$ 77,7 mil, depois de romper a marca de US$ 70 mil com intensidade. De acordo com Pedro Fontes, esse fechamento amplia as chances de o mercado buscar níveis superiores, embora uma valorização tão acelerada também permita correções rápidas e períodos de lateralização.

Na análise técnica apresentada pelo especialista, os próximos alvos aparecem perto de US$ 82 mil e US$ 89 mil. O segundo patamar coincide com a região da média móvel simples de 100 semanas. A manutenção do preço acima de zonas técnicas relevantes poderá definir se a alta do Bitcoin representa apenas uma recuperação ou o começo de uma nova fase do ciclo.

Ao mesmo tempo, o Índice de Medo e Ganância chegou a 73 pontos, faixa que indica ganância e representa o maior nível desde outubro do ano passado. Esse avanço mostra que o sentimento dos investidores melhorou rapidamente. No entanto, também recomenda cautela após uma subida tão vertical.

Em uma eventual correção, Pedro Fontes aponta a média móvel de 200 dias, próxima de US$ 69 mil, como o principal suporte. Se o Bitcoin defender essa região, o mercado ganhará mais um argumento para confirmar a transição de um ciclo de baixa para um possível ciclo de alta.

Bitcoin dispara 22% e altcoins acompanham movimento

O desempenho positivo não ficou restrito ao BTC. Entre os principais criptoativos, o Ethereum acumulou alta de 31,1% em sete dias. Além disso, o XRP avançou 50,7%, enquanto Solana e Hyperliquid subiram 26,9% e 34,3%, respectivamente.

Na avaliação de Pedro Fontes, a valorização das altcoins com bons fundamentos reforça a retomada do apetite por risco no mercado cripto. Ainda assim, o analista destaca que o Bitcoin permanece como referência para avaliar a consistência da recuperação.

O comportamento recente também lembra janeiro de 2023, quando uma vela semanal de alta marcou o encerramento do ciclo anterior de baixa. Naquela ocasião, o Bitcoin avançou 21,8% em uma semana. Agora, o crescimento semanal ultrapassou 22%, com algumas medições indicando mais de 23%, dependendo do período considerado.

Além disso, a reação ocorreu perto da média móvel de 200 semanas, então localizada ao redor de US$ 64 mil. Essa faixa também se aproximava da estimativa de custo de produção dos mineradores. Historicamente, essa região costuma separar momentos de forte pressão vendedora de fases de recuperação.

Alta do Bitcoin ganha apoio do cenário macroeconômico

Pedro Fontes também relaciona a valorização ao retorno do chamado “debasement trade”. A estratégia ganha força quando investidores procuram proteção contra a perda do poder de compra das moedas tradicionais. Nesse contexto, ativos escassos como ouro, prata e Bitcoin atraem maior atenção.

Nas últimas semanas, o DXY, índice que acompanha a força do dólar, recuou mais de 2,5%. Paralelamente, ouro e prata aceleraram, com o ouro se aproximando de US$ 4,7 mil. A combinação entre dólar mais fraco, dívida elevada e busca por proteção favoreceu a alta do Bitcoin.

Nos Estados Unidos, a dívida pública ultrapassou US$ 40 trilhões. Além disso, os juros da dívida já consomem uma parcela maior do orçamento federal do que os gastos com defesa. Nesse ambiente, o Tesouro americano elevou as recompras de títulos de longo prazo de US$ 2 bilhões para pelo menos US$ 4 bilhões por operação.

Segundo Pedro Fontes, a decisão mostrou que o governo precisou oferecer mais liquidez ao mercado após a escalada dos juros longos. Esse cenário fortalece a narrativa do Bitcoin, cuja oferta limitada e previsível contrasta com o crescimento das dívidas públicas e a necessidade frequente de expansão da liquidez.

ETFs sustentam a alta do Bitcoin

Os ETFs à vista de Bitcoin nos Estados Unidos registraram US$ 1,92 bilhão em entradas líquidas na última semana. O resultado marcou o maior fluxo desde outubro do ano passado e a melhor semana de 2026.

Para Pedro Fontes, o volume direcionado aos ETFs mostra que investidores institucionais participaram de forma relevante do movimento. Portanto, a alta do Bitcoin não dependeu somente de operações especulativas realizadas no varejo.

Os ETFs à vista de Ethereum também apresentaram números expressivos. Esses produtos receberam US$ 697,1 milhões em entradas líquidas, alcançando o melhor resultado de 2026 e o maior volume desde outubro do ano anterior.

Agora, o mercado acompanhará a continuidade desses fluxos. Novas entradas podem ajudar o Bitcoin a sustentar a região atual e buscar os próximos alvos técnicos. Por outro lado, uma realização de lucros poderá provocar uma pausa natural depois de uma semana tão intensa.

Bitcoin confirma a virada de ciclo?

Pedro Fontes considera que o conjunto de sinais tornou a perspectiva mais construtiva. O Bitcoin reagiu em uma região histórica, rompeu a média móvel de 200 dias e recebeu apoio do capital institucional e do cenário macroeconômico.

Apesar disso, o analista não descarta oscilações no curto prazo. Enquanto o Bitcoin permanecer acima de US$ 69 mil, a leitura técnica continuará favorável, ainda que o mercado enfrente correções durante o caminho.

Assim, a semana representou mais do que uma simples valorização. O BTC recuperou níveis importantes e voltou ao centro da procura por ativos escassos em um ambiente marcado por dívida crescente, dólar enfraquecido e pressão por liquidez. Os sinais apontam para uma possível virada, mas as próximas semanas deverão mostrar se o mercado possui força para consolidar um novo ciclo de alta.

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