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Banco Central do Brasil rejeita Bitcoin como reserva nacional

Apesar de histórico de altos retornos, Bitcoin não entra nos requisitos do Banco Central do Brasil para reservas nacionais. Entenda.

Brasil não pretende investir em Bitcoin, revela executivo do Banco Central. Imagem ilustrativa.

O desempenho sem precedentes do Bitcoin (BTC) desde seu lançamento ainda não foi o suficiente para convencer o Banco Central do Brasil a adicionar a criptomoeda às reservas da nação.

Ao menos é o que declarou Paulo Picchetti, diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central (BC), em live na segunda-feira (08).

Segundo ele, a autoridade monetária do país faz sua estratégia de reservas com base em uma rígida política de risco e retorno.

Dessa forma, o Brasil segue a linha oposta de El Salvador, país que começou a comprar Bitcoin ainda em 2021 e hoje possui cerca de US$ 84 milhões em lucro não realizado.

“Certamente o Bitcoin não entra na cesta de aplicações pelo desempenho histórico de volatilidade que a gente sabe que ele tem”

– declarou Picchetti.

Embora não se encaixe nos requisitos conservadores do Banco Central para compor a reserva da nação, vale notar que o BTC acumula uma alta de 134% só no último ano.

Como é composta a reserva do Brasil

De acordo com o executivo do Banco Central, as reservas do país atualmente são compostas por:

  • 79,99% em dólar norte-americano
  • 5,24% em euro
  • 4,80% em renminbi
  • 3,58% em libra esterlina
  • 2,60% em ouro
  • 1,80% em iene
  • 1,01% em dólar canadense
  • 0,9% em dólar australiano

Além disso, as reservas de ouro do Brasil são compradas e armazenadas no exterior, com o de outras nações. De acordo com Picchetti, o objetivo é evitar a aquisição de ouro extraído ilegalmente.

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