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Bear market do Bitcoin já dura 233 dias: até onde pode ir a queda do BTC?

O bear market do Bitcoin já dura 233 dias e se tornou um dos mais longos da história. Veja os dados, quedas anteriores e perspectivas de recuperação.

Bear market do Bitcoin completa 233 dias e entra entre os ciclos de baixa mais longos da história.

A seguir:

  1. O atual bear market do Bitcoin tornou-se o quarto ciclo de baixa mais longo desde 2014, permanecendo abaixo da média móvel de 200 dias por mais de sete meses.
  2. Mesmo com longa duração, o bear market do Bitcoin registra queda máxima de 51,2%, percentual inferior aos grandes ciclos de baixa anteriores.
  3. O Bitcoin permanece distante da média móvel de 200 dias, indicando que uma recuperação consistente pode exigir mais tempo e confirmação técnica.

O atual bear market do Bitcoin completou 233 dias em 24 de junho de 2026, tornando-se um dos ciclos de baixa mais longos da história recente da criptomoeda. Embora o período prolongado chame atenção dos investidores, os dados mostram que a correção atual ainda está longe de ser a mais severa já registrada pelo mercado.

Ao analisar os ciclos anteriores, é possível observar que o Bitcoin enfrentou momentos muito mais agressivos em termos de desvalorização. Ainda assim, a duração do cenário atual levanta dúvidas sobre quando poderá surgir uma recuperação mais consistente para o principal ativo digital do mundo.

Bear market do Bitcoin entra para os mais longos da história

O atual bear market do Bitcoin já ocupa a quarta posição entre os ciclos de baixa mais longos registrados desde 2014. A análise considera como mercado de baixa qualquer período em que o BTC permaneça negociado abaixo da sua média móvel de 200 dias (200DMA) durante pelo menos 30 dias consecutivos.

A média móvel de 200 dias funciona como um dos indicadores mais utilizados pelos investidores para identificar tendências de longo prazo. Em outras palavras, ela suaviza oscilações diárias e permite visualizar com mais clareza a direção predominante do mercado.

Historicamente, os períodos mais extensos ocorreram entre 2018 e 2019, quando o bear market durou 385 dias, e entre 2022 e 2023, com 381 dias. Ambos os episódios surgiram após fortes ciclos de valorização e foram acompanhados por perdas significativas de confiança dos participantes do mercado.

Além disso, o ciclo de 2014 e 2015 também entrou para a história ao registrar 321 dias de duração após o colapso da antiga corretora Mt. Gox, que dominava grande parte das negociações de Bitcoin naquela época.

Bear market do Bitcoin já dura 233 dias: até onde pode ir a queda do BTC?

O bear market atual é menos agressivo que os anteriores

Apesar do tempo prolongado, o bear market do Bitcoin entre 2025 e 2026 apresenta uma característica importante: até o momento, ele registra a menor desvalorização máxima entre todos os ciclos analisados.

Desde a máxima histórica de US$ 124.773 alcançada em janeiro de 2025, o BTC acumula uma queda máxima de 51,2%. Embora o percentual seja expressivo, ele permanece abaixo das perdas observadas nos grandes mercados de baixa anteriores.

Para efeito de comparação, o ciclo de 2018 a 2019 provocou uma retração de 83,6%, enquanto o bear market de 2014 a 2015 registrou queda de 81,6%. Já entre 2022 e 2023, o Bitcoin recuou 76,7% em relação ao seu topo histórico.

Mesmo eventos mais curtos também causaram impactos relevantes. Durante a crise provocada pela pandemia em 2020, por exemplo, o chegou a registrar uma correção de 74,4% em apenas 52 dias.

Dessa forma, embora o atual bear market do Bitcoin ainda preocupe investidores, os números indicam que a intensidade da correção permanece relativamente moderada quando comparada aos ciclos anteriores.

O que está pressionando o bear market do Bitcoin?

Diferentemente de outras quedas históricas que foram impulsionadas por eventos específicos, o cenário atual parece estar relacionado a fatores macroeconômicos mais amplos.

Entre os principais elementos apontados estão as incertezas envolvendo taxas de juros globais, a perda de força do impulso gerado pelo halving e a migração de parte do capital especulativo para o setor de inteligência artificial.

Consequentemente, o Bitcoin passou a enfrentar dificuldades para recuperar o entusiasmo observado após atingir sua máxima histórica no início de 2025.

Além disso, investidores institucionais têm demonstrado maior seletividade na alocação de recursos, o que reduz a velocidade de entrada de novos fluxos no mercado de criptomoedas.

Recuperação do Bitcoin ainda pode levar meses

Atualmente, a média móvel de 200 dias do Bitcoin está posicionada em US$ 76.450, enquanto o preço à vista gira em torno de US$ 62.651.

Na prática, isso significa que o BTC precisaria subir aproximadamente 22% para recuperar esse importante indicador técnico. Historicamente, a média móvel de 200 dias costuma funcionar como uma resistência relevante durante processos de recuperação.

Outro dado importante mostra que o Bitcoin está apenas 2,9% acima da mínima do ciclo atual, registrada em 7 de junho de 2026, quando o ativo fechou próximo de US$ 60.861.

Ao observar ciclos anteriores, o intervalo entre a formação do fundo e a recuperação da média móvel de 200 dias variou entre 65 e 166 dias.

Portanto, caso o fundo realmente tenha sido estabelecido em junho, os dados históricos sugerem que uma recuperação consistente do Bitcoin poderia ocorrer apenas nos próximos meses.

Bear market do Bitcoin mostra mercado mais resiliente

Embora ainda seja cedo para decretar o fim do atual ciclo de baixa, diversos indicadores apontam para uma estrutura de mercado mais madura em comparação aos anos anteriores.

A presença crescente de investidores institucionais, produtos financeiros regulados e maior liquidez podem ter contribuído para limitar as perdas observadas até agora.

Por outro lado, especialistas alertam que o bear market do Bitcoin continua em andamento. Sendo assim, novas oscilações permanecem possíveis enquanto o ativo não recuperar níveis técnicos considerados decisivos.

O comportamento do BTC nas próximas semanas será fundamental para determinar se o mercado está realmente construindo uma base sólida para uma nova fase de crescimento ou apenas atravessando mais uma etapa de consolidação dentro do atual ciclo de baixa.

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