O Bitcoin (BTC) ultrapassou a marca simbólica de US$ 100 mil nesta semana. Com a novidade, a principal criptomoeda do mercado atinge um novo patamar histórico que reflete não apenas otimismo momentâneo, mas a consolidação de uma estrutura de mercado mais madura e resiliente.
Segundo especialistas, o movimento representa mais do que uma simples valorização: é um indicativo de mudança de ciclo no mercado cripto.
Bitcoin a US$ 100 mil: uma volta para casa
Para muitos analistas, a superação dos seis dígitos marca o fim de uma longa fase de consolidação. Além do retorno a um patamar que já era considerado inevitável por grande parte da indústria.
Após meses de acumulação e lateralização, o BTC rompeu resistências importantes e abriu espaço para um possível novo rali de alta.
“O regresso do preço do Bitcoin acima da marca dos 100 mil dólares é um pouco como voltar para casa”, destaca Sebastián Serrano, CEO e cofundador da Ripio.
O nível funcionava como barreira psicológica e marco técnico, sendo mencionado desde o último halving em março de 2024.
Atualmente, questões como a inflação, desemprego, volatilidade das ações tradicionais e adoção do ativo por grandes empresas podem ter impulsionado a nova alta do Bitcoin.
Com a inflação global pressionando moedas fiduciárias e as ações tradicionais mostrando sinais de instabilidade, o Bitcoin passou a ser visto cada vez mais como uma reserva de valor alternativa — tanto por investidores institucionais quanto por países.
Nos Estados Unidos, o avanço nas discussões sobre reserva estratégica cripto e a postura mais neutra do Federal Reserve reforçaram a atratividade do ativo digital.
Ao mesmo tempo, negociações comerciais com a China e Reino Unido abriram espaço para um ambiente mais previsível e receptivo ao risco.
No Brasil, o cenário também favorece o Bitcoin como proteção patrimonial. Com juros reais em queda, oscilações no câmbio e incertezas fiscais, investidores locais passaram a buscar cada vez mais alternativas globais de preservação de valor.
Oferta limitada e holders fortalecem cenário técnico
De acordo com dados recentes, mais de 900 mil BTC foram transferidos para carteiras de longo prazo entre janeiro e maio de 2025. Isso elevou o total de moedas nas mãos de holders convictos para mais de 14 milhões de unidades. Como resultado, foi reduzida significativamente a pressão vendedora, gerando um cenário de escassez real de oferta.
Além disso, investidores de curto prazo também seguraram suas posições com o BTC cotado acima dos US$ 90 mil. Assim, consolidando uma base sólida para a atual valorização.
“Estamos diante de uma das condições técnicas mais favoráveis dos últimos ciclos”, aponta o time de research do MB. “A combinação entre oferta travada, confiança do investidor e apetite por risco forma a base para uma nova fase de alta”, analisa o time de research do Mercado Bitcoin (MB)
O que esperar do Bitcoin agora?
Com uma estrutura de mercado mais sólida, oferta reduzida e crescente confiança institucional, o BTC abre caminho para testar novas resistências.
Analistas já projetam alvos técnicos entre US$ 110 mil e US$ 120 mil no curto prazo, com otimismo crescente quanto a uma valorização ainda maior ao longo de 2025.




