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BlackRock chega à B3 com BDR de ETF de Bitcoin

BlackRock, uma das maiores gestoras de investimentos, chega à Bolsa de Valores do Brasil (B3) com um BDR de ETF atrelado ao preço do Bitcoin.

Fachada da gestora BlackRock nos EUA. Foto: REUTERS/Brendan McDermid

A BlackRock, uma das maiores gestoras de ativos do mundo está lançando um BDR do seu ETF de Bitcoin no Brasil. O fundo estará disponível para negociação na B3 a partir desta sexta-feira, 1° de março, e permite que investidores brasileiros tenham exposição ao BTC sem a necessidade de comprar a criptomoeda diretamente.

Lançado nos Estados Unidos (EUA) em janeiro deste ano, o ETF iShares Bitcoin Trust (IBIT39) da BlackRock segue o desempenho da criptomoeda.

A chegada de um BDR do ETF da BlackRock no Brasil é um marco importante sobre o interesse institucional (e especialmente tradicional) na principal criptomoeda do mercado. Especialmente em ano de halving do Bitcoin e o potencial impulso na economia cripto.

R$ 30 milhões por dia 

Para se ter uma ideia, o mercado listado de criptomoedas bateu R$ 30 milhões por dia em 2023, e já conta com 170 mil investidores.

De acordo com Felipe Gonçalves, Superintendente de Produtos de Juros e Moedas da B3, os principais aportes nos ETFs cripto vêm de investidores institucionais, como fundos e pessoas físicas.

“Nossa jornada de ativos digitais foi sustentada pelo objetivo de fornecer veículos de acesso de alta qualidade aos investidores. O IBIT39 é uma progressão natural de nossos esforços ao longo de muitos anos e se baseia nos recursos fundamentais que estabelecemos até agora no mercado de ativos digitais”

– afirma Karina Saade, presidente da BlackRock no Brasil.

Como vai funcionar o BDR da BlackRock 

Os BDRs, ou Brazilian Depositary Receipts, são certificados que representam ações emitidas por empresas em outros países, mas que são negociados aqui no Brasil. Sua tributação é muito similar às ações em geral, contudo, não há qualquer tipo de isenção.

Na B3, o IBIT39 terá uma taxa de administração de 0,25% com uma isenção de um ano. Contudo, após alcançar os primeiros US$ 5 bilhões em ativos sob gestão (AUM), o fundo reduzirá a taxa para 0,12%.

O produto será disponibilizado primeiro para investidores qualificados, ou seja, quem têm patrimônio investido maior ou igual a R$ 1 milhão ou um certificado. De acordo com a equipe, em semanas o investimento deve ser aberto para o varejo.

Por fim, é importante notar que os ETFs de Bitcoin ainda são relativamente novos e, como acompanham o mercado das criptomoedas, podem ser voláteis. Os investidores devem sempre fazer sua própria pesquisa e considerar seus próprios objetivos de investimento antes de investir em qualquer ativo, incluindo criptomoedas.

Com informações do InfoMoney.

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