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Exchanges querem os dados das suas carteiras externas de criptomoedas

Uma das principais corretoras de criptomoedas do mundo está exigindo informações detalhadas sobre carteiras externas dos investidores.

Exchanges querem os dados das suas carteiras externas de criptomoedas

Nos últimos dias, uma novidade têm preocupado investidores: uma das maiores corretoras de criptomoedas do mundo está exigindo que seus clientes forneçam informações detalhadas sobre as carteiras externas que utilizam para realizar saques e depósitos na plataforma. 

A medida é uma espécie de KYC (Know Your Customer) para carteiras de auto custodia, como hardware wallets, as famosas cold wallets.

A iniciativa veio da Kraken, e a novidade se espalhou com a captura de tela de um e-mail da corretora que está circulando nas redes sociais.

De acordo com a mensagem, os clientes estão sendo obrigados a fornecer dados mesmo que a carteira não seja de sua propriedade. 

Corretora quer até endereço do proprietário da carteira de Bitcoin

Assim, os dados solicitados na mensagem incluem informar se o cliente é o proprietário ou está no controle da carteira de auto custodia da qual está enviando e recebendo. Caso contrário, é necessário detalhar quais são as carteiras, quem é o proprietário ou controlador e fornecer o endereço residencial.

Por fim, a corretora informa que, caso o cliente não responda até a data limite estipulada (neste caso, 23 de fevereiro), sua conta será bloqueada até que as informações relacionadas às carteiras de Bitcoin (BTC) ou outras criptomoedas sejam fornecidas.

Até o momento, os relatos que circulam nas redes sociais aconteceram no Reino Unido e Itália. De acordo com o e-mail, a exigência é resulatdo das regulamentações da nação insular.

KYC de carteiras de autocustódia será tendência global?

O Reino Unido é conhecido por uma postura rígida em relação ao setor de criptomoedas. Portanto, a medida não está ligada apenas à corretora Kraken, mas a todas as exchanges de criptomoedas que operam no Reino Unido. 

No entanto, a preocupação da comunidade cripto, é que a medida se torne regra ao redor do mundo.

Nos últimos anos, diversos países, como Estados Unidos (EUA) e Brasil alocaram muitos recursos para regulamentar o setor de criptomoedas, garantindo a taxação de impostos e fiscalização da atividade dos investidores.

Exchanges querem os dados das suas carteiras externas de criptomoedas

Recentemente, a Receita Federal revelou ter descoberto, através de IA, dezenas de milhares de pessoas que não declararam suas criptomoedas em 2023. 

Contudo, dado o princípio de descentralização e anonimato do Bitcoin, este número pode aumentar consideravelmente caso a medida do Reino Unido se chegue ao Brasil.

Embora existam criptomoedas com maior foco em privacidade, o design do BTC já auxilia na proteção contra ataques de phishing, extorsão e sequestro. Isso acontece porque a rede não vincula o nome ou número de identificação do proprietário às carteiras ou transações na rede.

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