Na última quinta-feira (1), dois funcionários de um distrito escolar da Califórnia, nos Estados Unidos (EUA), se declararam culpados de um escândalo de desvio de dinheiro e operação ilegal de mineração de criptomoedas.
De acordo com o Departamento de Justiça norte-americano, a fraude estimada em US$ 1.8 milhão foi executada por dois profissionais de TI do distrito escolar Patterson Joint Unified.
Os funcionários Jeffrey Menge e Eric Drabert usaram a eletricidade do distrito escolar para minerar criptomoedas de forma ilegal, além de desviar recursos para uso pessoal. Entre as aquisições estão veículos de luxo e reformas de imóveis.
Empresa falsa e desvio de dinheiro
Para habilitar o golpe, os homens usaram uma empresa fictícia, intitulada CenCal Tech. O “negócio” era controlado por Menge, que então criou uma pessoa fictícia, “Frank Barnes”, para atuar como executivo do negócio.
Através da empresa falsa, Jeffrey Menge e Eric Drabert realizaram mais de US$ 1,2 milhão em transações fraudulentas com o distrito escolar.
De acordo com o tribunal, as transações envolveram cobrança dupla, cobrança excessiva e cobrança de itens não entregues pela CenCal Tech.
Criminosos compram Ferrari com dinheiro de escola

A justiça dos EUA aponta que os vigaristas investiram em carros de luxo, incluindo uma Ferrari 458 Italia 2010.
Além disso, os funcionários de TI fizeram reformas em uma casa e uma cabana de férias, além do uso indevido de veículos escolares. Mas não para por aí.
Por fim, eles também teriam comprado placas gráficas de última geração para a mineração de criptomoedas.
Ambos confessaram os crimes na semana passada. Agora, enfrentam sentenças mínimas de 10 anos de prisão e multas de US$ 250 mil. A decisão deve ocorrer em 30 de maio.


