Nesta quinta-feira, 3, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), deflagrou a Operação Máquina Fantasma. A ação investiga um esquema de furto e fraude envolvendo uma fazenda de mineração de criptomoedas.
Por meio da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), e Polícia Civil buscava esclarecer crimes relacionados ao roubo de equipamentos e à tentativa de ocultação das práticas ilícitas através de um boletim de ocorrência falso.
No entanto, a investigação expôs um trio criminoso que furtou uma fazenda de mineração de criptomoedas.
Um furto questionável
A investigação começou em 2022, após a dissolução de uma sociedade empresarial ligada à fazenda de mineração. Durante a divisão dos equipamentos, dois funcionários alegaram ter sido vítimas de um roubo.
Segundo o relato, ambos foram abordados por homens armados em uma caminhonete branca enquanto transportavam os aparelhos, sendo forçados a fugir sob ameaça.
Entretanto, o proprietário dos equipamentos levantou suspeitas quanto à veracidade dessa versão. Como resultado, acionou a polícia, que deu início às investigações.
A partir de janeiro de 2024, a Corpatri aprofundou o caso, revelando novos detalhes.
Esquema de furto e fraude: Investigados Desde 2021

As investigações apontaram para a existência de uma associação criminosa entre os dois funcionários e um terceiro suspeito.
Segundo a PCDF, o trio estaria envolvido em furtos recorrentes de equipamentos desde 2021. Além disso, a falsa alegação de roubo seria uma estratégia para encobrir os crimes e confundir as autoridades.
Dessa forma, os investigadores acreditam que o grupo desviou uma quantidade significativa de equipamentos ao longo dos anos, gerando grande prejuízo para a empresa.
Assim, a denúncia de roubo registrada pelos suspeitos foi uma tentativa de mascarar as atividades ilícitas.
Mandados e Bloqueio de Bens
No âmbito da Operação Máquina Fantasma, a Polícia Civil cumpriu cinco mandados de busca e apreensão nas regiões administrativas de Santa Maria e Gama, no Distrito Federal.
Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 500 mil de cada investigado, visando garantir a reparação financeira à vítima dos crimes.
As apreensões e o bloqueio de bens são parte das ações para assegurar que a vítima seja ressarcida pelos danos causados.
Acusações e Penas
Os três suspeitos responderão por comunicação falsa de crime, furto qualificado, lavagem de dinheiro e associação criminosa. As penas variam de acordo com a gravidade das acusações, podendo resultar em até 10 anos de reclusão.
A operação demonstra os esforços da Polícia Civil do DF em combater crimes patrimoniais complexos, especialmente em áreas emergentes como a mineração de criptomoedas.
A investigação continua em andamento, com o objetivo de reunir mais elementos para esclarecer completamente o esquema.


