A Carteira de Identidade Nacional (CIN), substituta do RG, está chamando atenção por utilizar blockchain, a tecnologia por trás do Bitcoin (BTC) e outras criptomoedas.
Desenvolvido pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, o documento incorpora o CPF como número único de identificação. Utilizada por mais de três milhões de brasileiros, a CIN se apoia na blockchain para sincronizar dados e fortalecer a segurança.
Com as mudanças, o governo espera eliminar a duplicidade na idenficação e reduzir os riscos de fraude.
Além disso, a expectativa é que o documento, sozinho, dê acesso a prontuários no SUS, benefícios como Bolsa Família e registros no INSS. Assim, simplificando o acesso a serviços públicos.
“A CIN é um exemplo da transformação digital simplificando a vida das pessoas, trazendo transparência e segurança ao cotidiano”
declarou o presidente do Serpro, Alexandre Amorim.
A partir de 2032, a CIN será o único documento válido no Brasil, de acordo com a Lei 14.534. Assim, o documento RG continua sendo válido e emitido normalmente até a data.
Como emitir a CIN na blockchain?

A CIN já é emitida em diversos estados, com adesões recentes, como São Paulo, na última segunda-feira (29).
Para solicitar a emissão da CIN, é necessário verificar a política dos institutos de identificação de cada Estado e do Distrito Federal.
É comum que a operação fique a cargo da Polícia Civil ou do Detran. Em São Paulo, no entanto, basta realizar um agendamento exclusivo por meio do aplicativo Poupatempo SP.GOV.BR.
Depois de agendar, o indivíduo deve comparecer no dia e local escolhido com a certidão de nascimento ou de casamento original, e uma cópia simples, além de um documento com CPF.
A solicitação exige uma conta no GOV.BR no nível Prata ou Ouro, ser maior de 16 anos, estar em situação regular na Receita Federal e não ter outra solicitação da CIN em andamento.
Após o órgão de identificação civil emitir o documento físico, é possível obter a versão digital da CIN. Basta adicionar a carteira no aplicativo Gov.br, no ambiente “carteira de documentos”, possibilitando o uso da nova identidade pelo celular.
Na versão digital, a CIN possui QR Code para autenticidade. Nas versões de papel ou policarbonato, a tecnologia é do Ministério da Justiça, com criptografia que permite associar diversas informações ao documento.
Vantagens da tecnologia blockchain para documentos de identificação
Através da blockchain, o governo pode garantir a imutabilidade dos dados no compartilhamento entre a Receita Federal e órgãos de identificação civil, reduzindo a vulnerabilidade a ataques cibernéticos.
Ao integrar a tecnologia blockchain à CIN o governo moderniza a identificação dos cidadãos e demonstra um avanço significativo na transformação digital do país.
Última atualização em 05/02/24 por TechCripto


