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Governo registrou 2° maior rombo em contas públicas do Brasil em 2023

Com segunda maior dívida em contas públicas da história, Brasil segue com desafios econômicos, aponta Tesouro Nacional.

Lula e Bolsonaro em primeiro debate de 2022.

O governo brasileiro encerrou o ano passado com o segundo maior déficit nas contas públicas já registrado. Foram R$ 230,5 bilhões, ou 2,1% do PIB em dívidas em 2023, conforme dados do Tesouro Nacional divulgados nesta segunda-feira, 29. 

Durante a pandemia, em 2020, o Brasil registrou o pior resultado da história. Na época, o déficit primário do Brasil foi de R$ 939,5 bilhões (em números corrigidos pela inflação), apontou o Estadão.

Contudo, em 2022, a conta fechou em positivo, com R$ 54,1 bilhões, algo considerado atípico.

Segundo maior rombo em contas públicas da história

Governo registrou 2° maior rombo em contas públicas do Brasil em 2023

De acordo com o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, a principal causa para o déficit de 2023 foi a antecipação do pagamento de precatórios. No total, foram R$ 92,3 bilhões. Sem essa antecipação, o déficit teria sido de R$ 138,1 bilhões, ou 1,27% do PIB.

A meta fiscal ajustada para o último ano permitia um déficit primário de até R$ 213,6 bilhões nas contas do Governo Central. O número era referente a R$16,9 bilhões a menos que o resultado final.

Apesar do segundo pior resultado da série histórica, o objetivo do governo é zerar o déficit em 2024, conforme as regras do novo arcabouço fiscal.

Ceron indica uma perspectiva de recuperação fiscal no horizonte de médio prazo, apontando uma reversão da tendência de piora observada nas últimas décadas.

Segundo o secretário do Tesouro, de janeiro de 2019 a dezembro de 2022 (mandato de Jair Bolsonaro), o déficit primário anualizado apresentou uma média de R$ 263,2 bilhões. Contudo, o resultado atual já supera essa média, aponta Ceron.

“Fechamos com um resultado que já é melhor que a média dos últimos anos […] Esperamos que a partir de 2024 o movimento de recuperação fiscal fique mais nítido.”

Rogério Ceron, secretário do Tesouro nacional.

Equilíbrio orçamentário do Brasil

O equilíbrio orçamentário é fundamental para a redução da dívida pública e tem impacto na inflação, nos juros e na atração de investimentos. No entanto, desde 2013, o Brasil convive com déficits nas contas, com exceção do superávit extraordinário registrado em 2022.

Última atualização em 15/02/24 por Viviane Pedro

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