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Brasil Desbanca China com Bateria Nuclear de 200 Anos

Projeto brasileiro promete revolucionar a indústria eletrônica com bateria nuclear de autonomia estendida e design modular.

Foto de homem usando máscara de filtro químico enquanto serve-se uma xícara de café.

A corrida por inovação segue acirrada. O Brasil assumiu a dianteira em baterias nucleares, surpreendendo a todos, com uma bateria de incríveis 200 anos de durabilidade.

A nova bateria brasileira foi desenvolvida pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN-CNEN). Além disso, supera a chinesa Betavolt Technology e seu modelo recém anunciado, com 50 anos de autonomia.

Como funciona a primeira bateria nuclear brasileira?

Maria Alice Morato Ribeiro, pesquisadora do Centro de Engenharia Nuclear do IPEN e coordenadora do projeto, conversou com o CanalTech. De acordo com a pesquisadora, a bateria utiliza um isótopo de amerício para gerar eletricidade por meio do calor do decaimento natural. 

Embora ainda em teste piloto, o modelo apresenta uma capacidade de 20 milivolts. A bateria tem potencial para atingir 100 mW em uma versão aprimorada, com impressionantes 200 anos de duração sem carga.

  • Autonomia e Modularidade como Diferencial

Ademais, a inovação brasileira apresenta autonomia estendida e design modular como principais destaques. Essa característica permite a conexão de várias unidades, abrindo portas para alimentar sistemas mais exigentes, como carros elétricos e inteligência artificial.

  • Radioatividade e Sustentabilidade Andando Juntas

Além de superar as limitações das baterias tradicionais, a bateria nuclear brasileira está alinhada com práticas sustentáveis

Assim, a construção da bateria é viabilizada pela reciclagem de resíduos radioativos, provenientes de reatores nucleares, como o amerício-241.

  • Baterias Nucleares São Seguras?

Apesar dos temores comuns a respeito da tecnologia nuclear, Maria Alice Ribeiro enfatiza as precauções de segurança em torno do projeto. Ela assegura que o radioisótopo está contido em uma fonte selada, eliminando o risco de dispersão do material.

Além disso, a pesquisadora aponta que nos anos 70, antes das baterias de lítio, as baterias nucleares eram amplamente usadas em marcapassos de pacientes com problemas no coração.

  • Bateria Nuclear vs Bateria de Lítio

Ao contrário das baterias de lítio, comuns nos equipamentos móveis, a “bateria atômica” brasileira não sofre degradação significativa em termos de capacidade e vida útil ao longo dos ciclos de carregamento. Assim, representando um avanço substancial na eficiência energética.

Onde Usar Baterias Nucleares?

Brasil Desbanca China com Bateria Nuclear de 200 Anos

Atualmente, as baterias nucleares são empregadas em locais de difícil acesso, como faróis em ilhas desertas e dispositivos enviados para o espaço, como os rovers da NASA. 

A chinesa Betavolt Technology anunciou em 8 de janeiro uma bateria nuclear que pode durar 50 anos sem carga. O objetivo é aplicá-la como solução energética para dispositivos como celulares e drones, que potencialmente nunca precisarão ser carregados. 

A bateria nuclear do Brasil, no entanto, pretende revolucionar a indústria de dispositivos instalados em locais remotos e de difícil acesso.

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