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Mineração de Bitcoin perde vantagem econômica, diz estudo

Com energia em alta, a mineração de Bitcoin custa 41% mais que o preço do BTC, aponta levantamento.

Minerar Bitcoin custa mais do que comprar BTC devido ao alto consumo de energia

A seguir:

  1. Minerar Bitcoin custa 41% mais do que comprar BTC, devido ao alto preço da energia.
  2. Os EUA lideram a mineração de Bitcoin, mas enfrentam custos energéticos elevados.
  3. A mineração global de Bitcoin consome mais energia que países inteiros, intensificando o debate sobre sustentabilidade.

Um novo levantamento mostra que minerar Bitcoin custa significativamente mais do que comprar BTC no mercado, especialmente nos Estados Unidos. 

Segundo o estudo, o custo médio para minerar um único Bitcoin chegou a US$ 130 mil, enquanto o preço do ativo gira em torno de US$ 92 mil. Dessa forma, a mineração se torna 41% mais cara do que a aquisição direta da criptomoeda.

Além disso, o estudo reforça que o cenário atual da mineração de Bitcoin enfrenta pressão crescente dos custos energéticos, o que compromete a rentabilidade da atividade, mesmo em países com infraestrutura avançada.

Minerar Bitcoin nos EUA se torna cada vez mais caro

O estudo, realizado pela BestBrokers e divulgado ao Cointelegraph Brasil, analisou a mineração de Bitcoin nos Estados Unidos, país que concentra 37,8% do hashrate global em 2025.

Esse domínio coloca os EUA como o maior polo de mineração do mundo, porém também expõe o impacto direto dos custos operacionais elevados.

Atualmente, as instalações de mineração no país consomem cerca de 158,2 GWh de energia por dia, o que resulta na produção média de 171,13 BTC diariamente.

No entanto, o aumento constante no preço da eletricidade elevou de forma expressiva o custo final da mineração.

Com energia comercial a US$ 0,141 por kWh, minerar Bitcoin nos Estados Unidos passou a exigir um investimento energético equivalente a quase US$ 130 mil por BTC, segundo a estimativa de dezembro de 2025.

Comprar BTC sai mais barato do que minerar Bitcoin

Enquanto minerar Bitcoin exige altos custos fixos e energéticos, o preço de mercado do BTC permanece abaixo desse patamar. Com o Bitcoin sendo negociado em torno de US$ 92 mil, a diferença se torna evidente.

Dessa maneira, comprar BTC no mercado custa cerca de 41% menos do que minerar Bitcoin, o que levanta questionamentos sobre a viabilidade da mineração tradicional em regiões com energia cara.

Além disso, esse cenário favorece investidores que optam pela compra direta da criptomoeda.

O estudo destaca que, nos últimos dois anos, o custo da eletricidade para minerar Bitcoin aumentou de forma acentuada, reduzindo margens e pressionando mineradores menos eficientes.

Estados Unidos lideram, mas pagam alto preço energético

A análise utilizou dados do Cambridge Bitcoin Electricity Consumption Index para calcular o consumo energético e os custos financeiros da mineração de Bitcoin.

A partir disso, os pesquisadores estimaram a produção média de BTC por país e seu impacto energético.

Nos Estados Unidos, a mineração consome mais de 57.000 GWh por ano, o equivalente a 1,3% de toda a demanda anual de energia do país.

Caso essa eletricidade seja adquirida diretamente da rede comercial, o custo diário ultrapassa US$ 22,2 milhões.

Esse volume reforça que, apesar da liderança global, minerar Bitcoin nos EUA exige um esforço energético e financeiro cada vez maior.

Países que mais mineram Bitcoin no mundo

O levantamento também apontou os principais países na mineração de Bitcoin e seu consumo diário de energia:

  • Estados Unidos: 171,13 BTC | 158,20 GWh
  • China: 95,49 BTC | 88,28 GWh
  • Cazaquistão: 59,80 BTC | 55,29 GWh
  • Canadá: 29,29 BTC | 27,08 GWh
  • Rússia: 21,09 BTC | 19,50 GWh
  • Alemanha: 13,85 BTC | 12,80 GWh

Esses dados mostram que minerar Bitcoin envolve uma disputa global por energia, infraestrutura e custos mais baixos.

Mineração global consome mais energia que países inteiros

Além do cenário norte-americano, o estudo revela que a mineração global de Bitcoin consome cerca de 417,18 GWh por dia, produzindo aproximadamente 450 BTC diariamente. Em termos anuais, isso representa 152.270 GWh de eletricidade.

Esse consumo supera o uso anual de energia de países como Suécia, Noruega e Holanda, o que intensifica o debate sobre sustentabilidade e eficiência energética na mineração de Bitcoin.

Hashrate cresce, taxas caem e eficiência aumenta

Apesar dos altos custos, o hashrate global da mineração aumentou 32% entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025. Ao mesmo tempo, as taxas de transação caíram de forma expressiva, passando de US$ 5,18 para US$ 0,66 no mesmo período.

Além disso, a eficiência energética melhorou. Em dezembro de 2024, cada transação exigia 32,44 kWh. Atualmente, esse número caiu para 4,41 kWh, indicando avanços tecnológicos importantes.

Mesmo assim, com o preço do Bitcoin perdendo força no fim de 2025, minerar Bitcoin segue menos atrativo do que comprar BTC, especialmente em mercados com energia cara.

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