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Lula admite: Economia da Argentina pode afetar Mercosul em 2024

Presidente Lula reconhece possível impacto negativo no Mercosul; OCDE prevê inflação de 250,6% para Argentina em 2024.

Presidente Lula fala sobre efeitos da inflação Argentina. Foto de Ueslei Marcelino / Reuters

Na última quinta-feira (08), o presidente Lula reconheceu que o andamento da economia argentina em 2024 pode causar consequências negativas ao bloco Mercosul, composto por Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina.

O país, hoje sob o governo de Javier Milei, está em crise há mais de dez anos.

Em entrevista à rádio Itatiaia, de Minas Gerais, o atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva admitiu que o Mercosul pode ser afetado pelo cenário econômico da Argentina.

“Obviamente que você vai ter a possibilidade de um enfraquecimento do Mercosul a depender do comportamento da economia argentina. Mas não vejo maiores problemas com o Brasil.”

comentou o presidente do Brasil.

Apesar dos possíveis efeitos negativos, Lula afirma que o Mercosul e a relação do Brasil com Argentina são mais fortes que qualquer discurso de Milei para agradar seus eleitores.

No entanto, Lula destacou que ainda não teve contato direto com o presidente da Argentina.

Inflação da Argentina deve ultrapassar 250% este ano

Lula admite: Economia da Argentina pode afetar Mercosul em 2024

Depois de ultrapassar a Venezuela com uma inflação de 211% em 2023, a economia Argentina pode sofrer ainda mais este ano.

Em nova previsão, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima que a inflação argentina chegará a 250,6% em 2024. Em novembro do ano passado, a previsão era de 157,1%.

“A inflação geral acelerou no final de 2023, o que implica um forte efeito de reporte para a inflação média anual em 2024”

estimou a OCDE, com sede em Paris.

Desde a posse de Milei, há menos de dois meses, o peso argentino desvalorizou em 50%. A queda veio após medidas do presidente para tentar reverter uma crise que mantém mais de 45% dos argentinos na pobreza. 

Milei iniciou um processo de liberalização de preços e pretende modificar centenas de regulamentos e leis. Agora, o Congresso argentino debate as reformas.

Contudo, a previsão de Milei é de que o país comece a se recuperar apenas em 2025.

Por fim, a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, estimou na última quarta-feira que o governo argentino “está tomando medidas ousadas para restaurar a estabilidade macroeconômica”.

Com informações do Estadão.

Última atualização em 19/02/24 por TechCripto

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