As ações do banco Bradesco despencaram após a divulgação de um balanço e projeções abaixo das expectativas dos analistas. Como resultado, houve uma queda de quase R$27 bilhões no valor de mercado deste que é um dos maiores bancos do país.
Depois de uma queda de 15,90% na quarta-feira, as ações preferenciais do Bradesco cederam mais 2,87% nesta quinta-feira (08). Assim, o papel chegou a ser negociado abaixo de R$ 13,40, o menor patamar em três meses, apontou o Valor Econômico.
Durante o mesmo período, outros bancos tradicionais, como Itaú PN (ITUB4), Banco do Brasil ON (BBAS3) e Santander (SANB11) recuaram entre 1 e 2%.
Queda de R$158 bilhões em 5 anos: O que aconteceu com o Bradesco?
Diante dos últimos acontecimentos, a preocupação com o desempenho do Bradesco ganha mais destaque, especialmente considerando a trajetória de declínio em valor de mercado que a instituição vem enfrentando nos últimos anos.
Fundado em 1943, o banco já foi avaliado em R$ 299,45 bilhões em julho de 2019, mas atualmente vale metade do montante, com um valor de mercado de R$ 141,48 bilhões, destaca o UOL.
No quarto trimestre de 2023, por exemplo, o banco registrou um lucro de R$ 2,9 bilhões, enquanto os analistas esperavam um ganho de R$ 4,6 bilhões.
Um dos principais fatores para essa redução foram as provisões com devedores duvidosos, que aumentaram 14,5% no ano, totalizando R$ 10,45 bilhões. Na ocasião, o Bradesco teve que reservar dinheiro devido a problemas com empresas clientes, especula-se que sejam Americanas e Casas Bahia.
Além disso, o banco enfrenta desafios estruturais, incluindo inadimplência e atraso na digitalização, o que afetou sua competitividade.
Como resultado, o Bradesco anunciou um plano de cinco anos para reformas, visando tornar a instituição mais eficiente e competitiva. Agora, investidores acompanham atentamente os esforços do banco para reverter essa tendência negativa.


