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Lucro do Itaú cresce 14% no segundo trimestre e banco revisa projeções para 2025

Itaú lucra R$ 11,5 bilhões no segundo trimestre, alta de 14,3%. Banco revisa projeções e lança nova frente para microempresas.

Lucro do Itaú sobe 14% no segundo trimestre. imagem: IA

O Itaú Unibanco registrou lucro líquido recorrente de R$ 11,5 bilhões no segundo trimestre de 2025, um avanço de 14,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O resultado superou as expectativas do mercado e foi impulsionado por uma combinação de aumento na carteira de crédito, maior rentabilidade com passivos e crescimento nas receitas de seguros.

A instituição também revisou para cima suas projeções de margem financeira com clientes, sinalizando confiança no desempenho para o restante do ano.

Desempenho financeiro e fatores que impulsionaram o resultado

A margem financeira com clientes cresceu 15,4% na comparação anual, totalizando R$ 30,32 bilhões.

Dessa forma, o banco atribui o avanço ao crescimento da carteira de crédito, que chegou a R$ 1,389 trilhão, e à remuneração do capital de giro próprio. Assim sendo, a margem financeira total atingiu R$ 31,177 bilhões, com alta de 12,7% em relação ao segundo trimestre de 2024.

Além disso, o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) subiu para 23,3%, superando os concorrentes Bradesco e Santander.

Igualmente, o índice de inadimplência acima de 90 dias permaneceu estável em 1,9%, o menor patamar dos últimos 18 trimestres. Inclusive, o CEO Milton Maluhy destacou que o Itaú segue demonstrando solidez estratégica e capacidade de gerar valor com consistência.

Em resumo, o banco revisou suas projeções de crescimento da margem com clientes para o ano, elevando de 7,5%–11,5% para 11%–14%, refletindo o bom desempenho operacional e a expectativa de continuidade no ritmo de expansão.

Indicadores operacionais e evolução por segmento

  • A carteira de crédito cresceu 7,3% em um ano, com destaque para micro, pequenas e médias empresas, que avançaram 13,1%.
  • O segmento de pessoas físicas teve alta de 8%, enquanto grandes empresas cresceram 6,4%.
  • A receita com serviços ficou praticamente estável, em R$ 11,3 bilhões.
  • A receita com seguros subiu 14%, totalizando R$ 3,2 bilhões.
  • O índice de eficiência no Brasil caiu para 37,4%, o menor da série histórica para um segundo trimestre.

Iniciativas estratégicas e perspectivas para o segundo semestre

O banco lançou o Itaú Emps, voltado para micro e pequenas empresas com faturamento entre R$ 200 mil e R$ 3 milhões por ano.

Dessa forma, o novo braço oferece soluções integradas de crédito, gestão financeira e serviços operacionais. Sendo assim, o Itaú busca ampliar sua presença nesse segmento, que historicamente enfrenta maior dificuldade de acesso ao crédito.

Expectativas para o segundo semestre

Segundo Milton Maluhy, os modelos de crédito do banco já consideravam juros elevados e cenário de desaceleração econômica.

Inclusive, ele afirmou que não há expectativa de grandes mudanças na carteira de crédito, mesmo com o impacto das tarifas impostas pelos EUA sobre produtos brasileiros. O banco mantém uma postura cautelosa, mas otimista, para o restante do ano.

O índice de Basileia consolidado prudencial subiu para 16,5%, reforçando a solidez do banco.

Além disso, o Itaú aprovou nova rodada de juros sobre capital próprio, no valor de R$ 0,36 por ação. Igualmente, o banco segue investindo em tecnologia e inteligência artificial para melhorar a eficiência operacional e a experiência dos clientes. Em resumo, o desempenho do segundo trimestre consolida o Itaú como o banco mais rentável da bolsa brasileira.

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