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BRICS discute uso de criptomoedas em crimes

O BRICS agora observa de perto o uso de criptomoedas em crimes, propondo ações técnicas e cooperação internacional para enfrentar os riscos.

BRICS discute uso de criptomoedas em crimes

A recente cúpula do BRICS, realizada no Rio de Janeiro, colocou as criptomoedas no radar das maiores economias emergentes do mundo.

A Declaração Final do encontro destaca a crescente preocupação dos países-membros com o uso indevido de ativos digitais por organizações criminosas.

O documento reforça a urgência de ações coordenadas para impedir que novas tecnologias, como o Bitcoin e outras criptos, sejam utilizadas para fins ilícitos.

Uso de criptomoedas preocupa líderes

A menção explícita ao uso de criptomoedas como ferramenta para atividades ilegais marca um novo estágio nas discussões sobre segurança digital entre as nações do bloco.

O texto oficial afirma o compromisso dos países em combater fluxos financeiros ilícitos e prevenir o uso de ativos digitais em ações terroristas ou criminosas.

Segundo a declaração, o objetivo é fortalecer capacidades técnicas, principalmente nos países em desenvolvimento, para acompanhar e investigar transações digitais com mais precisão.

Apesar da preocupação, o documento não condena a tecnologia blockchain ou os criptoativos em si. Pelo contrário, a abordagem é técnica e busca diferenciar o uso legítimo dos ativos digitais da exploração por parte de agentes mal-intencionados.

Essa postura reforça a visão do BRICS de que as criptomoedas no BRICS podem representar inovação, desde que regulamentadas e rastreáveis.

Combate ao crime digital ganha reforço no BRICS

Além do foco nas criptos, a cúpula tratou de outros temas relevantes relacionados ao crime transnacional. Os líderes alertaram sobre o crescimento de crimes cibernéticos, tráfico humano, tráfico de armas, corrupção e crimes ambientais.

Uma das propostas mais relevantes foi o fortalecimento de mecanismos jurídicos multilaterais para garantir o rastreamento de ativos digitais e o bloqueio de fundos utilizados por grupos criminosos.

O documento ainda reforça o papel da juventude na prevenção ao crime organizado, defendendo políticas públicas de inclusão social e educação como ferramentas de combate.

Neste contexto, o uso de criptomoedas no BRICS aparece como um risco e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de inovação se bem administrado.

Blockchain pode integrar novo sistema de pagamentos do BRICS

Outro ponto relevante foi a proposta brasileira de criar um sistema de pagamentos internacionais entre os países do bloco, com base na tecnologia blockchain.

Embora o plano ainda esteja em fase preliminar, a intenção é reduzir os custos das transações financeiras internacionais e tornar o comércio entre os países do BRICS mais eficiente.

Essa iniciativa mostra que os países estão atentos tanto aos riscos quanto às oportunidades das criptomoedas.

A criação de um sistema próprio pode reduzir a dependência do dólar e evitar custos com intermediários, ao mesmo tempo em que oferece maior transparência e rastreabilidade.

Última atualização em 21/07/25 por Viviane Pedro

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