A seguir:
- O BRICS Pay é verdade e já passou por testes controlados, mas ainda não funciona de forma ampla para a população.
- O sistema de pagamento BRICS não é moeda única, e sim um sistema de pagamentos descentralizado inspirado em modelos como o Pix.
- A implementação definitiva depende de decisões políticas e regulatórias, inclusive do Banco Central do Brasil.
O termo BRICS Pay disparou nas buscas e colocou o Brasil no centro de um debate sobre o futuro do dinheiro global.
Afinal, o BRICS Pay é verdade? A resposta curta é sim. No entanto, o projeto ainda não opera de forma ampla para a população. Mesmo assim, ele já movimenta discussões estratégicas entre governos e bancos centrais.
Além disso, o interesse crescente mostra como o brasileiro acompanha mudanças no sistema financeiro internacional.
A tecnologia surge como alternativa aos modelos tradicionais de pagamento e propõe reduzir a dependência do dólar em transações entre países do bloco.
O que é o BRICS Pay e como funciona?
O BRICS Pay não representa uma moeda única. Ele funciona como um ecossistema digital de pagamentos descentralizado.
Em vez de criar uma nova divisa, o sistema conecta moedas locais dentro de uma infraestrutura própria.
Na prática, utiliza o chamado DCMS (Decentralized Cross-Border Messaging System). Esse sistema atua como alternativa ao SWIFT, rede tradicional de transferências internacionais.
Entretanto, diferente do modelo centralizado, opera com tecnologia blockchain, o que permite maior autonomia entre os países participantes.
Dessa forma, a iniciativa busca permitir que um brasileiro pague em reais enquanto um comerciante na China receba em yuan, sem a necessidade de conversão para dólar.
Essa estrutura reduz intermediários e promete mais agilidade nas liquidações internacionais.

Brasil e BRICS Pay: a influência do Pix
O Brasil ganhou destaque dentro do projeto do BRICS Pay por causa do sucesso do Pix. O sistema brasileiro de pagamentos instantâneos virou referência internacional devido à sua eficiência e rápida adoção popular.
Por isso, especialistas apontam que o BRICS Pay se inspira no modelo do Pix para criar uma experiência simples e baseada em QR Code.
Assim, no futuro, turistas brasileiros poderiam usar aplicativos nacionais para pagar despesas em países do BRICS+.
Além disso, já existem aplicativos como o BRICS Pay Wallet disponíveis em lojas digitais.
Esses aplicativos funcionam como carteiras digitais para ativos e criptomoedas. Contudo, a integração total com bancos centrais ainda passa por testes e ajustes técnicos.
O BRICS Pay já substituiu o dólar?
Não. Apesar de avanços importantes, o BRICS Pay ainda não substituiu o dólar nas transações internacionais.
O sistema passou por testes em outubro de 2024, durante o Fórum Empresarial em Moscou. Na ocasião, participantes utilizaram cartões demonstrativos com QR Code para realizar compras reais.
Entretanto, o projeto segue em fase de lançamento e expansão prevista entre 2025 e 2027. Portanto, o sistema de pagamento existe e funciona em ambientes controlados, mas ainda não alcança uso massivo no cotidiano da população.
Além disso, é importante separar o BRICS Pay de outra proposta chamada “The Unit”, que propõe uma unidade de conta lastreada em ouro e moedas locais. Os dois projetos não são a mesma coisa e seguem caminhos distintos.
O papel do Banco Central e os desafios do BRICS Pay
O avanço do projeto depende de decisões políticas e regulatórias. No Brasil, o Banco Central acompanha o debate, mas ainda não anunciou implementação oficial em larga escala.
Além disso, entidades como a Confederação Nacional da Indústria e o Conselho Empresarial do BRICS classificam o projeto como “em discussão”.
Ou seja, o BRICS Pay avança tecnicamente, porém precisa de consenso entre os países membros.
Por outro lado, alguns integrantes do bloco demonstram cautela. Índia e Arábia Saudita, por exemplo, analisam possíveis impactos geopolíticos e econômicos antes de aderir totalmente ao sistema. Esse cenário revela que o BRICS Pay envolve não apenas tecnologia, mas também estratégia global.
O que esperar do BRICS Pay em 2026?
O BRICS Pay integra uma estratégia de desdolarização gradual e fortalecimento das moedas locais. A expectativa aponta para a interconexão de moedas digitais de bancos centrais, como o Drex no Brasil e o yuan digital na China, dentro da plataforma.
Se os acordos avançarem, o projeto poderá facilitar transações comerciais e turísticas entre países do bloco. Ainda assim, especialistas reforçam que a consolidação depende de alinhamento diplomático e regulatório.
Portanto, para quem pesquisa se o BRICS Pay é verdade, a conclusão é clara: o sistema existe, já passou por testes e avança em etapas estruturais, mas ainda não opera plenamente no dia a dia do cidadão comum.


