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Bybit proíbe transações com mais de 100 entidades sancionadas

Bybit publica lista restrita com mais de 100 entidades sancionadas e proíbe transações, podendo bloquear contas e notificar reguladores.

Bybit proíbe transações com mais de 100 entidades sancionadas

A corretora divulgou sua ‘Restricted Counterparty List’ e alertou que usuários que interagirem com as entidades listadas podem ter contas bloqueadas, fundos congelados e ser notificados às autoridades regulatórias.

A seguir:

  • Quais entidades e organizações entram na lista restrita da Bybit
  • Quais consequências os usuários enfrentam ao interagir com contrapartes proibidas
  • O que a medida representa para o mercado cripto global e para usuários no Brasil

A Bybit, uma das maiores corretoras de criptomoedas do mundo, publicou sua ‘Restricted Counterparty List‘, uma lista abrangente de mais de 100 empresas, plataformas, serviços e organizações com as quais qualquer transação, transferência ou contato está expressamente proibido. A exchange enviou comunicação direta a seus clientes informando sobre a medida e suas implicações.

A iniciativa reforça o posicionamento da Bybit em relação a conformidade regulatória e combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento ao terrorismo, em um momento em que reguladores globais intensificam a pressão sobre o setor de ativos digitais. A lista cobre desde grupos terroristas até exchanges que operam em jurisdições sancionadas.

Quem está na lista: de hackers norte-coreanos a mercados da darknet

O conjunto de entidades bloqueadas é amplo e diversificado. No topo das organizações mais conhecidas internacionalmente estão o Grupo Lazarus, coletivo de hackers associado ao governo da Coreia do Norte e responsável por alguns dos maiores ataques a exchanges de criptomoedas da história, além de grupos como Hamas, Ansarallah e ISIS-K.

Entre as plataformas e exchanges listadas estão nomes como Garantex, Bitzlato, EXMO, Payeer, Nobitex, Bitpapa, Chatex, Cryptex, Grinex, Rapira, WhiteBird, OMPFinex, Ramzinex e Wallex. Também figuram serviços como Tetherland, Bit24 e QvaPay, além de processadores de pagamento, serviços de mistura (mixers) e mercados da darknet.

Muitas dessas plataformas já haviam sido alvo de sanções impostas por autoridades dos Estados Unidos e da União Europeia em anos anteriores, mas a Bybit agora consolida o bloqueio em política interna formal, com consequências diretas para quem tentar operar por meio delas dentro da corretora.

Punições para usuários que descumprirem as restrições

A Bybit deixou claro que o descumprimento das restrições acarreta consequências severas. Usuários que realizarem transações, transferências ou qualquer forma de contato com as entidades da lista podem ter a conta imediatamente bloqueada e os fundos congelados.

Além disso, a corretora poderá notificar as autoridades regulatórias competentes sobre as movimentações suspeitas. A exchange não especificou quais jurisdições serão prioritariamente comunicadas, mas a medida abrange usuários globais, incluindo os do Brasil e de outros países da América Latina.

Esse tipo de política se alinha às exigências internacionais de compliance, especialmente às diretrizes do Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI/FATF), que recomenda que provedores de serviços de ativos virtuais (VASPs) implementem mecanismos robustos de triagem de contrapartes.

Impacto para o mercado e o que muda para usuários brasileiros

Para usuários brasileiros e latino-americanos, a principal atenção deve recair sobre serviços de pagamento e exchanges regionais que, eventualmente, possam ter integração indireta com entidades listadas. Serviços como o QvaPay, popular em Cuba e em algumas comunidades da diáspora, estão explicitamente proibidos.

A medida também sinaliza uma tendência crescente entre grandes exchanges globais: publicar listas negras internas com transparência, em vez de apenas aplicar bloqueios silenciosos. Isso cria um ambiente de maior previsibilidade para usuários que operam de forma regular, mas aumenta a pressão sobre quem utiliza serviços intermediários sem verificar sua situação regulatória.

O movimento da Bybit reforça que o mercado cripto caminha inevitavelmente para maior integração com os sistemas de controle financeiro tradicionais, e que usuários e empresas precisam acompanhar essas mudanças de perto para evitar consequências inesperadas.

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