A Coinbase está reconsiderando sua postura sobre tokens nativos e pode lançar um ativo digital para a Base, sua rede de segunda camada na Ethereum.
A revelação veio durante o evento Basecamp 2025, quando Jesse Pollak, líder da Base, confirmou que a empresa está “explorando” a criação de um token. A mudança de direção surpreende o mercado, já que a corretora vinha afirmando que não pretendia emitir nenhum ativo próprio para a rede. Assim sendo, o anúncio reacende debates sobre descentralização, governança e o papel das layer-2 no ecossistema Ethereum.
Base pode ganhar token nativo e mudar dinâmica da rede
A possibilidade de um token para a Base representa mais do que uma simples adição técnica. Ela pode alterar o modelo de incentivo e a estrutura de governança da rede.
Durante o Basecamp, Pollak destacou que o projeto está em fase inicial de avaliação. Dessa forma, ainda não há detalhes sobre cronograma, design ou modelo de distribuição.
Inclusive, o CEO da Coinbase, Brian Armstrong, reforçou que a iniciativa busca acelerar a descentralização e ampliar oportunidades para desenvolvedores e criadores.
A Base, que hoje utiliza ETH como token de transação, pode adotar um modelo semelhante ao da Arbitrum e da Optimism, que lançaram seus próprios ativos para fomentar governança e engajamento. Sendo assim, a introdução de um token pode atrair mais usuários e liquidez para o ecossistema.
Possível token da Base: implicações e desafios
A criação de um token envolve decisões técnicas, regulatórias e estratégicas. A Coinbase precisa equilibrar inovação com conformidade legal. Porém, alguns pontos críticos da proposta são:
- O token pode servir para governança, recompensas ou pagamento de taxas.
- A estrutura precisa atender às exigências da SEC e evitar classificação como valor mobiliário.
- A Coinbase enfrenta disputas legais com reguladores sobre ativos digitais.
- A Base já é a maior rede de segunda camada da Ethereum em valor total bloqueado (TVL), com US$ 5 bilhões.
- A rede processou 13 milhões de transações em um único dia, com 864 mil endereços ativos.
Além disso, o lançamento pode gerar expectativas de airdrops, o que costuma atrair usuários em busca de recompensas. Em resumo, o token pode ser um catalisador para crescimento, mas também exige cautela.
Comparações com outras redes e contexto regulatório
A Base não está sozinha nesse movimento. Outras redes layer-2 já passaram por processos semelhantes, com resultados variados.
A Arbitrum lançou seu token em 2023, adotando governança descentralizada. A Optimism seguiu caminho parecido, com foco em coordenação comunitária. Igualmente, a Starknet também introduziu seu ativo para alinhar incentivos entre validadores e usuários.
Por fim, a Base busca se posicionar como um hub interoperável. A rede já iniciou testes para integração com Solana, permitindo que ativos circulem entre os dois ecossistemas. Dessa forma, o token pode ser peça-chave para consolidar essa ponte e ampliar o alcance da rede


