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Mercado cripto em maio: topos, dados on-chain e projeções, segundo analista

Bitcoin superou os US$ 111 mil em maio, mas o mercado começa junho em fase de consolidação. Veja os dados e projeções.

Mercado cripto em maio: topos, dados on-chain e projeções, segundo analista

O mês de maio foi marcante para o mercado cripto. O Bitcoin alcançou um novo topo histórico, ultrapassando os US$ 111.980 durante o Bitcoin Pizza Day.

A valorização de quase 30% no mês consolidou ainda mais sua posição entre os principais ativos globais, com valor de mercado superior a US$ 2 trilhões.

No entanto, o final de maio mostrou um cenário mais contido, com sinais de exaustão no curto prazo.

A seguir Ana de Mattos, Analista Técnica e Trader Parceira da Ripio, aborda alguns insights do mercado, durante o período.

Bitcoin atinge novo recorde, mas desacelera no fim do mês

Apesar da alta expressiva, o Bitcoin entrou em uma fase de lateralização nos últimos dias de maio, oscilando entre US$ 105.220 e US$ 110.720. O volume diário negociado caiu de US$ 22,8 bilhões para cerca de US$ 6,6 bilhões, indicando perda de ímpeto comprador.

A dificuldade de romper o patamar psicológico de US$ 112.950 reforça a percepção de que o ativo precisa de um novo gatilho para continuar subindo.

Dados on-chain apontam consolidação e cautela

O Índice de Medo e Ganância permaneceu em “ganância moderada”, sem sinalizar euforia excessiva. O Realized Cap subiu para US$ 872 bilhões, indicando entrada de aproximadamente US$ 472 bilhões em novos aportes neste ciclo.

No entanto, o ritmo de entrada esfriou e o MVRV Ratio caiu de 178% para 113%, sugerindo que boa parte dos investidores já está no lucro, mas com menor margem para novas altas sem novos fluxos.

Além disso, a realized volatility se mantém abaixo de 50%, um nível incomum para períodos de bull market. Isso indica menor oscilação nos preços, possivelmente influenciada pela presença de grandes instituições que suavizam os movimentos mais abruptos.

Grandes empresas e governos impulsionam o Bitcoin

Maio também foi agitado no campo institucional. A Trump Media anunciou planos de investir US$ 2,5 bilhões em Bitcoin, enquanto a GameStop adquiriu 4.710 BTC, ampliando sua exposição.

O JPMorgan abriu oficialmente acesso ao BTC para seus clientes e a Coinbase foi incluída no índice S&P 500.

Nos EUA, os ETFs de Bitcoin cresceram substancialmente e agora detêm mais de 1,14 milhão de BTC, cerca de 5,7% de toda a oferta circulante. A criação de uma reserva estratégica nacional de Bitcoin, anunciada por Donald Trump, e o relaxamento regulatório promovido pela SEC e OCC reforçam o avanço da criptoeconomia nos mercados tradicionais.

Cenário macroeconômico favoreceu ativos alternativos

O corte da nota de crédito dos EUA pela Moody’s, de AAA para AA1, elevou o receio sobre a sustentabilidade da dívida americana.

Com o dólar pressionado e os juros dos Treasuries em alta, muitos investidores migraram para ativos alternativos como Bitcoin e ouro, que também bateu recorde.

A inflação nos EUA permaneceu em 2,3% ao ano, reduzindo a pressão sobre o Fed. Já a China adotou novos cortes de juros, colaborando para o alívio das tensões globais. A trégua entre EUA e China durou pouco, com novas tensões geopolíticas no fim de maio.

Projeções para o Bitcoin em junho de 2025

O Bitcoin inicia junho comprimido entre US$ 105 mil e US$ 111 mil, e o rompimento da resistência em US$ 112.950 pode abrir caminho para novos topos históricos, mirando US$ 116.280.

Por outro lado, se não houver novas narrativas ou fluxo institucional, uma correção até US$ 94 mil não pode ser descartada.

Para o investidor, o cenário é propício para construção de posição estratégica. A entrada institucional e o cenário macro reforçam a tese do Bitcoin como reserva de valor.

Compras recorrentes em momentos de consolidação tendem a oferecer os melhores retornos no médio e longo prazo.

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