A tecnologia blockchain e o universo Web3 ainda soam distantes para muita gente, mas algumas iniciativas vêm mostrando que esses recursos podem gerar impacto direto em áreas como turismo, cultura e comércio.
Neste ano, estreando no Blockchain Rio, a COZ — em parceria com Neo e CoinEx — levou uma experiência inovadora ao público.
Por meio da gamificação e do uso de tecnologia NFC, presente na maioria dos smartphones, os participantes puderam duelar entre si e enfrentar “bosses” nos estandes parceiros.
As batalhas renderam pontos que foram trocados por prêmios como camisetas, skates e até mesmo um Nintendo Switch 2.
Durante entrevista ao TechCripto, Thiago Balducci, representante da COZ (pioneira em blockchain e Web3, criadora do Neon Wallet, Dora, Boa e NFIs) no Brasil, detalhou projetos em andamento e compartilhou sua visão sobre o futuro da indústria.
Arte e cultura como porta de entrada para a Web3
Um dos destaques é o projeto piloto em Santos (SP), onde um mural interativo foi criado para promover turismo e cultura local. Inspirada no festival norte-americano Denver Walls, a ação integrou arte e tecnologia, oferecendo novas experiências ao público.
Balducci explicou que a ideia é expandir a iniciativa para outros festivais no país, como em São Paulo, ampliando a conexão entre arte urbana e experiências digitais.
“Queremos mostrar que blockchain pode ser parte do cotidiano, não apenas das transações financeiras”, afirmou.
Blockchain e o futuro da Web3 no Brasil
Ao falar sobre o futuro da Web3, Balducci destacou a importância de desenvolver aplicações que entreguem valor real tanto para projetos quanto para as redes que os sustentam.
Segundo ele, a indústria exige um “espírito aventureiro” para explorar novas oportunidades, especialmente diante da combinação entre blockchain e inteligência artificial.
“O Brasil tem se mostrado um mercado receptivo, com menos resistência cultural e regulatória do que outros países”, observou, ressaltando que esse cenário abre espaço para iniciativas inovadoras.
Engajamento e inovação
A COZ tem apostado em experiências gamificadas e interativas em eventos, fugindo dos tradicionais “paredões de texto”. Essa estratégia já se mostrou eficaz em iniciativas internacionais, como no Consensus 2023, e inspirou a criação do NFI (Non-Fungible Item), produto que une tecnologia, arte e experiências digitais.
Outro foco atual da plataforma é a integração entre o mundo físico e o digital por meio de RWA (Real World Assets), conectando, por exemplo, murais de rua a benefícios digitais exclusivos.
Parcerias estratégicas e comunidade
Com quase 10 anos de atuação global, a COZ se consolidou como referência no ecossistema Neo, desenvolvendo soluções como wallets multichain, SDKs, bots no Discord (com IA, a fim de auxiliar usuários), e indexadores.
No Brasil, a empresa aposta em parcerias estratégicas, avaliando a seriedade e o potencial de cada proposta.
Balducci enfatizou também a relevância da colaboração com a comunidade. Além de apoiar desenvolvedores, a empresa promove hackathons, cursos e eventos interativos para educar o público sobre Web3.
Próximos anos
Nos próximos cinco anos, a COZ pretende ampliar suas ativações no Brasil e consolidar o uso de NFIs, explorando cada vez mais a integração de ativos reais com soluções digitais.
A expectativa é que essas iniciativas provem o valor da Web3 para diferentes setores e abram espaço para novos criadores desenvolverem utilidades ainda não exploradas.
Para quem deseja entrar nesse universo, o recado de Balducci é claro:
“Hoje, com IA e ferramentas de suporte, o acesso está mais fácil. O essencial é experimentar, explorar e mostrar seriedade.”


