A tecnologia blockchain e o universo Web3 ainda são conceitos distantes para grande parte das pessoas, que, em geral, conhecem apenas a palavra “Bitcoin”. Porém, iniciativas recentes mostram que o recurso já está encontrando espaço em áreas como turismo, arte urbana, entretenimento e até comércio tradicional.
Entre as organizações que lideram esse movimento está a COZ, empresa global em desenvolvimento de software Web3 e referência dentro do ecossistema da blockchain Neo.
Desde 2017, a COZ trabalha para transformar a Web3 em algo acessível, intuitivo e aplicável ao cotidiano. A empresa já desenvolveu ferramentas fundamentais, como wallets multichain, SDKs e bots com IA para comunidades online.
Um dos pilares dessa atuação é a tecnologia proprietária NFI (Non-Fungible Item), criada pela Item Systems, que conecta itens físicos ao ambiente digital de forma segura e verificável.
Agora, no Brasil, a COZ acelera iniciativas que combinam arte, tecnologia e participação comunitária para aproximar o público do universo Web3 sem barreiras técnicas.
Em 2025, esteve presente em eventos de grande porte, como o Blockchain Rio, onde, em parceria com a exchange de criptomoedas CoinEx, gamificou a experiência cripto, dando aos usuários a chance de participar de uma dinâmica de batalhas digitais, enquanto aprendiam mais sobre o setor de criptomoedas.
Além disso, durante a edição de 2025 da CCXP, a COZ firmou uma parceria inédita com a Iron Studios, produtora global de figuras colecionáveis de alto padrão, integrando a tecnologia NFI ao seu catálogo.
Na ocasião, por meio de uma ação exclusiva, cada action figure passou a ter um registro digital único em blockchain, vinculado ao item físico por meio do cartão Vault Key, permitindo ao comprador acessar o certificado e registrar a propriedade de forma imediata.
Arte e turismo como portas de entrada para a Web3
Em seu projeto-piloto, realizado em Santos (SP), a COZ somou a arte urbana à tecnologia. Inspirando-se no festival norte-americano Denver Walls (festival realizado no Colorado – EUA, que une arte de rua e tecnologia), o projeto transformou um mural local em uma experiência digital.
Por meio de NFIs e interações via smartphone, os moradores e os turistas tiveram acesso a conteúdos exclusivos, onde puderam descobrir uma nova forma de explorar a cidade. A união foi uma demonstração prática de como arte, cultura e tecnologia podem funcionar de forma natural com a Web3.
Além disso, a organização deve continuar a expansão do modelo para mais cidades e festivais culturais. De forma similar ao que foi iniciado em São Paulo, integrando murais de rua, benefícios digitais e novas formas de engajamento.

O cenário da Web3 no Brasil e o “espírito aventureiro” da indústria
A fim de ser um dos precursores do desenvolvimento da Web3 no país, Thiago Balducci, Neon Platform Lead na COZ, destaca a importância de desenvolver aplicações com valor real para o público geral. Ele também aponta que a combinação entre blockchain e inteligência artificial deve impulsionar novos modelos de negócios.
Além disso, segundo o executivo, o Brasil tem se mostrado especialmente receptivo à inovação:
“O país apresenta menos resistência cultural e regulatória do que outros mercados, o que abre espaço para iniciativas ousadas”, declara Balducci.
Essa abertura cria terreno fértil para a consolidação da Web3 como parte da vida cotidiana, seja por meio do turismo interativo, de experiências gamificadas ou da integração entre ativos físicos e digitais, movimento conhecido como RWA (Real World Assets).
Próximos passos: NFIs, RWA e expansão no Brasil
A COZ, em sua trajetória, consolidou sua presença global desenvolvendo infraestrutura crítica e ferramentas que servem tanto a empresas quanto a comunidades de desenvolvedores. No Brasil, a organização mantém uma política cuidadosa de parcerias, priorizando iniciativas de longo prazo com impacto real.
Dessa mesma forma, apoia o crescimento e educação constante da comunidade, por meio de hackathons, cursos, oficinas e experiências interativas que ajudam a ensinar o público sobre blockchain e Web3 de maneira prática.
Segundo a organização, a expectativa para os próximos cinco anos é de ampliar suas ativações no país e consolidar o uso do NFI como ponte entre o mundo físico e digital. Com isso, a expectativa é que essas soluções demonstrem o valor real da Web3 em setores antes pouco explorados, abrindo caminho para que novos criadores e empresas gerem utilidades inovadoras.


