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Hackers já roubaram mais de US$3,4 bilhões em criptomoedas em 2025

Estudo da Chainalysis revela que mais de US$ 3,4 bilhões em criptoativos foram roubados em 2025, com ataques concentrados e alta sofisticação.

Gráfico mostra mais de US$ 3,4 bilhões em criptoativos roubados em 2025

A seguir:

  1. Os criptoativos roubados em 2025 ultrapassaram US$ 3,4 bilhões, com ataques altamente concentrados.
  2. Hackers da Coreia do Norte lideraram os crimes cripto, respondendo por 76% das invasões.
  3. Golpes contra carteiras pessoais cresceram, enquanto a segurança em DeFi mostrou avanços.

O mercado mundial de criptomoedas passou por um dos seus anos mais desafiadores em termos de segurança digital.

O novo Crypto Crime Report 2026, publicado pela Chainalysis, revela que mais de US$ 3,4 bilhões em criptoativos foram roubados em 2025, expondo as fragilidades estruturais do setor.

O estudo destaca que, apesar dos avanços tecnológicos, os crimes relacionados a criptomoedas estão se tornando cada vez mais concentrados, estratégicos e sofisticados.

Além disso, o estudo destaca que poucos ataques responderam pela maior parte das perdas.

Esse cenário acende um alerta para corretoras, plataformas descentralizadas e usuários individuais, especialmente diante do crescimento de golpes direcionados a carteiras pessoais.

Concentração de ataques amplia impacto dos roubos em criptoativos

De acordo com o relatório da Chainalysis, os roubos de criptoativos em 2025 alcançaram um nível histórico de concentração.

Somente três ataques foram responsáveis por 69% do valor total roubado em serviços centralizados e plataformas de criptomoedas.

Esse dado indica que falhas pontuais em grandes estruturas podem causar efeitos sistêmicos e aumentar os riscos para todo o ecossistema.

Além disso, o maior ataque do ano superou em mil vezes a média dos demais incidentes, um patamar inédito até mesmo quando comparado ao pico do mercado em 2021.

Esse movimento indica que hackers priorizam alvos de grande porte, buscando maximizar ganhos com menos operações.

Coreia do Norte lidera crimes envolvendo criptoativos em 2025

A pesquisa confirma que hackers associados à Coreia do Norte continuam sendo a principal ameaça estatal no crime cripto mundial.

Em 2025, esses grupos furtaram pelo menos US$ 2,02 bilhões em criptoativos, um aumento de 51% em comparação a 2024, apesar de haver menos ataques registrados.

Os dados revelam que 76% das invasões a serviços cripto em 2025 tiveram ligação direta com a DPRK. Com isso, o valor mínimo acumulado de fundos roubados pelo país alcançou US$ 6,75 bilhões ao longo dos anos.

O padrão indica uma estratégia clara: menos ataques, porém muito mais devastadores.

Lavagem de criptoativos roubados segue padrão sofisticado

O relatório detalha como ocorre a lavagem de criptoativos roubados, especialmente após grandes ataques atribuídos à Coreia do Norte. Em média, os criminosos movimentam os recursos ao longo de 45 dias, seguindo etapas bem definidas.

Nos primórdios, os hackers usavam protocolos DeFi e mixers para separar os fundos de origem. Em seguida, utilizavam pontes entre blockchains e exchanges com controles menos rigorosos.

E realizavam a conversão final por meio de serviços que tornavam o rastro financeiro invisível.

Segundo a Chainalysis, esses padrões oferecem sinais valiosos para investigações, compliance e monitoramento preventivo, fortalecendo ações contra crimes financeiros digitais.

Golpes contra carteiras pessoais crescem em escala global

Houve um aumento considerável nos crimes contra usuários individuais. Em 2025, o mercado registrou 158 mil roubos de carteiras pessoais, quase o triplo do número registrado em 2022. O total de vítimas únicas excedeu 80 mil indivíduos.

Apesar do aumento expressivo nos casos, o valor médio roubado por usuário caiu. Esse comportamento indica uma mudança clara na atuação dos criminosos: mais vítimas, porém perdas individuais menores, acompanhando a popularização do uso de criptoativos no mundo.

Segurança em DeFi mostra sinais de amadurecimento

Na contramão desse cenário, o setor de finanças descentralizadas (DeFi) apresentou sinais positivos. Mesmo com a recuperação do valor total bloqueado nas plataformas, as perdas com hacks permaneceram controladas em 2024 e 2025.

O relatório aponta que esse resultado reflete avanços em segurança, monitoramento e resposta a incidentes, além de uma possível migração do foco criminoso para outros vetores de ataque dentro do ecossistema cripto.

De acordo com a Chainalysis, o crime envolvendo criptoativos tende a se tornar menos frequente, porém mais concentrado e sofisticado. Diante disso, o relatório reforça a necessidade de cooperação entre empresas, autoridades e provedores de inteligência blockchain para reduzir riscos e fortalecer a confiança no mercado digital.

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